Empresas inovadoras: Petrobras (PETR4) lidera pedidos de patentes na B3; veja lista

A estatal tentou patentear 172 novas tecnologias em 2025, segundo dados do governo federal.

Publicado em 28/05/2026 às 07:53h Publicado em 28/05/2026 às 07:53h por Marina Barbosa
Petrobras desenvolve tecnologias para exploração de petróleo e produção de combustíveis (Imagem: Divulgação)
Petrobras desenvolve tecnologias para exploração de petróleo e produção de combustíveis (Imagem: Divulgação)
A questão das patentes entrou na mira dos investidores e consumidores brasileiros recentemente, já que o fim da patente do Ozempic permitiu que as farmacêuticas nacionais passassem a produzir canetas emagrecedoras mais baratas.
🔎 As farmacêuticas brasileiras de fato não aparecem na lista das maiores detentoras de patentes do país. Por aqui, esse papel é sobretudo de pessoas físicas e universidades públicas. No universo corporativo, o destaque é de grandes empresas, como a Petrobras (PETR4).
A realidade das patentes brasileiras é exposta por dados do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que nesta semana divulgou o ranking de depósitos de patentes de 2025.
De acordo com o Inpi, os pedidos de patentes subiram 6,7% no país em 2025, puxados por pessoas físicas e instituições científicas do Brasil e também dos Estados Unidos. Já as empresas assinam apenas 35% dos 29,5 mil pedidos registrados pelo órgão no ano passado.
Veja quem solicitou patentes de inovação no Brasil em 2025:
  • Pessoa física: 39%;
  • Instituições científicas, tecnológicas, de inovação e de governo: 24%;
  • Empresas de médio e grande porte: 24%;
  • MEis, micro e pequenas empresas: 11%;
  • Outros: 2%.
E o país de origem dos pedidos:
  • Brasil: 29%;
  • Estados Unidos: 26%;
  • China: 12%;
  • Alemanha: 6%;
  • Japão: 5%;
  • Suíça: 4%;
  • Outros: 18%.

Empresas de destaque

Apesar disso, os dados do Inpi mostram que algumas empresas listadas na B3 também se destacam quando o assunto é inovação.
Isso porque cinco empresas com ações negociadas na Bolsa aparecem na lista dos maiores depositantes de patentes de inovação de 2025.
⛽ O destaque é da Petrobras (PETR4), que tentou patentear 172 novas tecnologias ao longo do ano passado e, com isso, ficou no segundo lugar do ranking, assim como havia feito em 2024.
A estatal só perdeu para a Stellantis (STLAM), o grupo automotivo formado pela fusão entre Fiat e Peugeot/Citroen, que pediu 225 patentes de inovação no Brasil só em 2025.
A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) completa o pódio dos maiores inovadores do país, com 84 pedidos de patentes.
Porém, ao longo da lista, ainda é possível encontrar outras empresas conhecidas dos investidores brasileiros, a exemplo de Embraer (EMBJ3) e Braskem (BRKM5).
Veja as empresas da B3 presentes na lista:
Petrobras (PETR4): 2º lugar, com 172 pedidos;
Embraer (EMBJ3): 25º lugar, com 34 pedidos;
Braskem (BRKM5): 42º lugar, com 20 pedidos;
Itaú (ITUB4): 42º lugar, com 20 pedidos;
Weg (WEGE3): 49º lugar, com 18 pedidos.
Assim como a Petrobras, Braskem e Weg marcaram presença na lista de 2024 e, desta vez, conseguiram subir uma posição cada no ranking. Já Embraer e Itaú entraram na relação neste ano.
Por outro lado, três empresas da Bolsa deixaram o grupo dos maiores depositantes de patentes de inovação do Brasil em 2025: Vale (VALE3), Suzano (SUZB3) e Neogrid (NGRD3).
⚒️ A Vale, por sua vez, ainda aparece em outro ranking do Inpi: o de maiores depositantes residentes de patentes de modelos de utilidade.
Isto é, de patentes que não dizem respeito a novos produtos ou tecnologias, mas a novas formas de uso ou fabricação de objetivos de utilização prático, como utensílios e ferramentas.
A mineradora aparece na sexta posição desse ranking, com sete pedidos. A Petrobras desponta no topo dessa lista, com 15 registros. Porém, nenhuma outra empresa da B3 aparece entre as maiores depositantes desse tipo de patente.

Patentes

A patente garante ao seu detentor a propriedade legal dos produtos ou processos que inventou.
Ou seja, o detentor de uma patente pode impedir terceiros de produzir, usar ou vender esses produtos e processos sem o seu consentimento, mas também pode conceder a licença de sua patente a terceiros, mediante remuneração ou não.
No Brasil, as patentes de inovação têm um prazo de 20 anos e as patentes de modelo de utilidade duram 15 anos.
É por isso que as farmacêuticas nacionais precisaram aguardar o fim da patente do Ozempic para usar a substância desenvolvida pela Novo Nordisk para passar a produzir as suas próprias canetas emagrecedoras.

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