Americanas (AMER3) nega atrasos de pagamento aos credores
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A Americanas (AMER3) apresentou seu balanço do primeiro trimestre de 2024 na manhã desta quinta-feira (15). Como já esperado pelos analistas, os números não foram nada bons, o que desagradou os investidores.
Desde o começo do pregão, as ações caíram mais de 70%, segundo dados da bolsa de valores. Com isso, no início da tarde, os papeis eram negociados a apenas R$ 0,11, um valor mínimo histórico para essa que já foi uma das principais varejistas do país.
Entre janeiro e março, a companhia registrou um prejuízo de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre deste ano. O montante representa quase metade do que foi apresentado no 1S24.
📉 Leia mais: Americanas (AMER3) tem prejuízo de R$ 2,3 bilhões em 2023
No entanto, na quarta, a empresa indicou por meio de fato relevante que cancelaria as previsões de desempenho publicadas no ano passado.
Ema teleconferência realizada durante a manhã desta quinta, a diretoria da empresa disse que está concentrada na operação da marca que está em recuperação judicial desde 2023.
“Desde o final de junho, o focou da empresa passou a ser integralmente nas operações”, disse o presidente-executivo da Americanas, Leonardo Coelho. “Tem muita coisa para acontecer até o final de 2025”, complementou.
O balanço da empresa mostra que hoje são cerca de 1,6 mil lojas em operação no país, uma diminuição de 10% em relação ao montante reportado em 2022.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
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