Copasa (CSMG3) despenca após frustração com oferta de privatização
Investidores reagiram negativamente a propostas abaixo do esperado pelo governo de Minas Gerais.
Depois de um dia de forte pressão na bolsa, os investidores da Copasa (CSMG3) acordaram com um anúncio importante nesta quinta-feira (28). O governo de Minas Gerais definiu o preço mínimo para a oferta de ações da estatal de saneamento.
De acordo com o Palácio Tiradentes, o valor é de R$ 47,23, quase 8% menor que o fechamento dos ativos na véspera. O governo também reduziu o número de ações que devem ser vendidas no processo de privatização: de 19.135.730 para 19.035.730 papéis.
O prazo para recebimento de ofertas para o controle da Copasa terminou na quarta, mas os interessados ofereceram valores menores que o previsto pelo governo. A expectativa era que apenas o acionista de referência ficasse com o equivalente a R$ 6 bilhões dos R$ 12 bilhões que o governo quer receber.
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Tudo seria anunciado na quarta, caso o projeto atingisse os requisitos propostos pelo governo. No entanto, o governo estadual comunicou ao mercado que mudaria parte do cronograma de privatização da marca.
Tanto o governo mineiro quanto a Copasa se limitaram a dizer que “as alterações na oferta serão submetidas à deliberação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, e um novo cronograma atualizado da oferta será oportunamente reapresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”.
Parte do mercado até pensou que o governo poderia declinar da oferta de privatização, mas mudou de ideia depois do anúncio de hoje. Diante disso, apesar do tombo de 5% da véspera, as ações são negociadas com alta de quase 3% no pregão de hoje.
Por volta das 11h30, os papéis voltaram ao patamar de R$ 52 e a um valor de mercado de R$ 20 bilhões. O valor representa um ágio de quase 15% em relação ao mínimo definido no comunicado recente.
De acordo com a CNN Brasil, o governo estendeu o prazo de recebimento de propostas para até o dia 3 de junho. Há ao menos dois interessados pelo controle da companhia de saneamento: um consórcio formado por Itaúsa (ITSA4), fundo soberano de Cingapura (GIC) e Equipav; e a Equatorial (EQTL3), que já é acionista de referência da Sabesp (SBSP3).
Investidores reagiram negativamente a propostas abaixo do esperado pelo governo de Minas Gerais.
A companhia disse que um novo cronograma será divulgado depois dos ajustes.
Segundo a Itaúsa, o capital social do veículo será dividido igualmente entre os atuais acionistas da Aegea, cerca de 33% para cada.
O percentual de ações inicialmente ofertado poderá corresponder a 45% do capital social da Copasa.
Papéis da companhia crescem mais de 4% após autorização ligada à privatização da empresa.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 74,1 milhões.
O governo de Minas detém 50,3% das ações da Copasa.
A empresa afirmou à CVM que a liminar do TCE-MG autoriza etapas preparatórias da desestatização e não veda a oferta de ações.
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