Trump anuncia pedágio de 20% em Ormuz e pressiona preços do petróleo

O barril do tipo Brent subia mais de 5% após o anúncio de Trump, flertando com os US$ 80.

Publicado em 13/07/2026 às 13:32h Publicado em 13/07/2026 às 13:32h por Marina Barbosa
Trump disse que os EUA serão o "guardião" de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
Trump disse que os EUA serão o "guardião" de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu cobrar um pedágio de 20% sobre todas as embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (13).
O anúncio pressionou ainda mais os preços internacionais do petróleo, que já operavam em alta diante da escalada das tensões no Oriente Médio, levando o barril do tipo Brent para perto dos US$ 80.

Pedágio americano

🚢 Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no final de semana e os bombardeios levantaram dúvidas sobre a manutenção do fluxo no Estreito de Ormuz, a principal rota de escoamento do petróleo mundial.
A Guarda Revolucionária do Irã disparou tiros de advertência e disse ter fechado novamente o canal no domingo (12). Os Estados Unidos negaram o bloqueio, mas decidiram cobrar um pedágio das embarcações que passarem pela rota.
Donald Trump disse nesta segunda-feira (13) que o Estreito de Ormuz só está fechado para navios iranianos e que os outros países terão "uso livre e irrestrito" do canal, mas mediante o pagamento de uma taxa de 20% sobre a carga transportada dessa forma.
"Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como "O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ", mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo", afirmou.

A reação iraniana

💣 Nas redes sociais, Donald Trump disse que esse processo começa imediatamente. O presidente americano, no entanto, logo foi contestado pelas autoridades de Teerã.
O comando militar do Irã disse que não vai permitir que os Estados Unidos intervenham na administração da Ormuz. 
Além disso, prometeu contestar "fortemente" qualquer tentativa americana de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana e avisou aos demais países da região que "qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã".
"Ao interferir no Estreito de Ormuz, os EUA colocaram em sério risco a segurança do fornecimento global de petróleo e gás", reforçou um porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana.

Impacto no petróleo

Os preços do petróleo dispararam diante do aumento das tensões no Estreito de Ormuz, atingindo os maiores patamares desde junho.
📈 O barril do tipo Brent chegou a subir mais de 5% e voltou a rondar os US$ 80 o barril. O WTI também disparou 5% e voltou a ser negociado por US$ 75 o barril.
Com a alta do petróleo, o temor inflacionário voltou a rondar o mercado, pressionando as taxas futuras de juros. Por outro lado, o salto da commodity impulsiona as ações de petroleiras.
A Petrobras (PETR4), por exemplo, avança mais de 2% na B3 nesta segunda-feira (13). Por isso, as ações preferenciais da estatal voltaram a ser negociadas acima dos R$ 40.
A alta das petroleiras, no entanto, não é suficiente para sustentar o Ibovespa. O índice segue o comportamento das bolsas globais e recua diante do aumento das tensões no Oriente Médio, enquanto o dólar sobe. Veja as maiores baixas e altas do dia no IBOV.