Casas Bahia, Americanas e mais 3 redes fecham 1,1 mil lojas em 4 anos; entenda
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Na última quarta-feira (5), o Grupo Casas Bahia (BHIA3) divulgou que a Opea Securitizadora e a Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários apresentaram impugnações ao Plano de Recuperação Extrajudicial e à sua homologação.
📋 Em resposta às impugnações apresentadas pela duas empresas ao Plano de Recuperação Extrajudicial e à sua homologação, o Grupo Casas Bahia se posicionou com firmeza. Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa ressalta sua convicção de que as contestações não possuem fundamento e serão rejeitadas.
A varejista ressalta que o plano atende a todas as exigências legais aplicáveis e conta com o apoio de cerca de 55% dos Créditos Sujeitos, o que é suficiente para cumprir o quórum mínimo necessário para sua homologação conforme estabelecido pela Lei, e também a adesão integral de 100% dos Créditos Sujeitos, abrangendo as emissões de debêntures representadas por OPEA e Pentágono.
“A companhia responderá às impugnações no prazo legal e manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes a respeito do assunto”, informou a companhia.
📃 Em abril, o Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Casas Bahia, permitindo a renegociação de dívidas no montante de R$ 4,1 bilhões. O acordo engloba as séries 6ª, 7ª, 8ª e 9ª de debêntures, que anteriormente apresentavam um custo médio de CDI + 2,7% e um prazo de pagamento de apenas 22 meses.
"A documentação apresentada pelo requerente evidencia [...] a concordância dos credores que representam mais de metade dos créditos abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial", afirmou o juiz Jomar Juarez Amorim, em documento.
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📜 A empresa firmou um acordo que estabelece um período de carência de 24 meses para os pagamentos de juros e 30 meses para o pagamento do principal. Anteriormente, sem a renegociação, a empresa teria que desembolsar até 2027 um total de R$ 4,8 bilhões.
Agora, com as novas condições, a empresa só precisará arcar com R$ 500 milhões durante o mesmo período. Além disso, a Casas Bahia conta com o escritório Pinheiro Neto como seu assessor jurídico e a Lazard como seu assessor financeiro.
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A varejista comunicou à Justiça que os credores se uniram contra seus bens assim que o processo de recuperação judicial foi divulgado.
A decisão veio após a cúpula da varejista sofrer ameaças de um gestor de fundos credores, segundo apuração do Valor Econômico.
Entre os celulares, um Samsung Galaxy A07 4G de 128 GB aparece com lance de R$ 435.
Maior credora do grupo, a Zurich Minas Brasil, parceira em seguros para eletrônicos, tem aproximadamente R$ 1,97 bilhão a receber.
O pedido de recuperação judicial feito pela varejista só agravou a situação dos debenturistas.
Documento agora pode ser publicado no fim da próxima segunda (17), segundo fontes internas.
Companhia encerrou mais de um quarto das unidades e deve demitir ao menos 2 mil funcionários; balanço foi atrasado.
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