Casas Bahia (BHIA3) pede recuperação judicial após prejuízo de R$ 10 bilhões

Pedido inclui a empresa matriz e nove subsidiárias do grupo varejista.

Publicado em 17/08/2026 às 07:26h Publicado em 17/08/2026 às 07:26h por Wesley Santana
Empresa fechou centenas de lojas na última semana (Imagem: Shutterstock)
Empresa fechou centenas de lojas na última semana (Imagem: Shutterstock)

Na manhã desta segunda-feira (17), a Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado que protocolou um pedido de recuperação judicial. A possibilidade já havia sido comunicada pela companhia durante o fim de semana, junto da publicação do balanço trimestral.

Segundo a empresa, a RJ é solicitada em razão da deterioração econômico-financeira nos últimos meses. Além da alta de taxas, que encareceu a dívida da companhia, nos bastidores, ainda há uma disputa familiar que repercute na gestão do negócio.

Além da empresa matriz, outras subsidiárias entraram no pedido de RJ. São elas: ASAP Log – Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.

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“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações. Durante o curso do processo de recuperação, a Companhia pretende manter suas operações em todos os seus canais existentes, priorizando o atendimento a seus clientes e consumidores, sem interrupções relevantes, e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes”, diz o comunicado.

Na madrugada de domingo, a Casas Bahia publicou seu balanço do 2T26, no qual reportou um prejuízo de R$ 10 bilhões. Com isso, houve um avanço importante em relação aos R$ 555 milhões registrados um ano antes.

Antes de publicar o documento, a empresa tentou mostrar ao mercado que estava se movimentando. Ainda na sexta, surgiu a notícia de que a companhia estava fechando quase 300 lojas ao redor do país, além da demissão de até 2 mil funcionários.

Agora, surge a expectativa do mercado em relação aos movimentos, que ainda não foram precificados na bolsa. Na última sexta, as ações da companhia encerraram o pregão em R$ 0,66, com uma queda acumulada de 78% no ano, conforme dados da B3.

“Com a readequação de sua estrutura operacional, centralizada em operações mais rentáveis e com maiores margens de contribuição, aliada ao reperfilamento e alongamento de suas dívidas financeiras e operacionais, a Companhia buscará, por meio do processo de reestruturação organizado, uma solução definitiva para as questões envolvendo sua estrutura de capital”, finaliza o comunicado divulgado nesta manhã.