Construtora da B3 vai agrupar ações; veja prazo para se adequar

A Tecnisa (TCSA3) propôs o grupamento para escapar do grupo das penny stocks da B3.

Publicado em 01/10/2026 às 10:18h Publicado em 01/10/2026 às 10:18h por Marina Barbosa
A Tecnisa é uma construtora voltada ao segmento de média e alta renda (Imagem: Divulgação)
A Tecnisa é uma construtora voltada ao segmento de média e alta renda (Imagem: Divulgação)
A Tecnisa (TCSA3) já enfrentou muitas altas e baixas na Bolsa neste ano, mas não conseguiu se sustentar em terreno positivo nos últimos meses e agora vai precisar agrupar as suas ações.
O grupamento de ações foi aprovado em assembleia geral de acionistas realizada nessa quarta-feira (30), para garantir que a construtora cumpra a determinação da B3 de manter suas ações acima do patamar mínimo de R$ 1.
Com isso, as ações da Tecnisa serão agrupadas na proporção de 10 para 1 -um fator que, na avaliação da construtora, proporcionará um patamar mais adequado para a negociação do papel, sem comprometer de forma relevante a dispersão acionária ou a liquidez.
O grupamento terá efeitos a partir do pregão de 3 de novembro. Dessa forma, os acionistas terão até 30 de outubro para ajustar suas posições lotes múltiplos de 10.
Depois do grupamento, eventuais sobras de ações serão reunidas e leiloadas pela empresa, para que o valor seja repartido proporcionalmente entre os seus titulares.

O sobe e desce das ações

As ações da Tecnisa já começaram o ano perto do patamar mínimo de R$ 1, mas tiveram um início de ano positivo na Bolsa.
O papel saltou e chegou perto dos R$ 2 depois que a construtora fechou um acordo milionário com o BTG Pactual (BPAC11), para a venda de uma participação no novo bairro planejado de São Paulo, o Jardim das Perdizes.
Porém, não conseguiu sustentar a tendência positiva diante das outras dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário, sobretudo a elevada taxa de juros e o aumento da inadimplência.
A Tecnisa entrou em rota de queda na Bolsa em abril e aprofundou a baixa depois de apresentar um prejuízo líquido de R$ 20,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, 165% maior que o rombo de R$ 8 milhões registrado no mesmo período de 2025. 
A construtora até conseguiu melhorar esse resultado e reduzir o endividamento após o recebimento dos recursos acertados com o BTG. Com isso, cortou o prejuízo para R$ 10,5 milhões no segundo trimestre. Porém, não foi o suficiente para levar as ações de volta a R$ 1.
Diante disso, a Tecnisa acabou sendo notificada pela B3 para enquadrar o papel acima desse valor e propôs o grupamento de ações.
A B3 impõe limites às chamadas penny stocks (ações que valem centavos) por causa da alta volatilidade desses papeis. Por isso, notifica as empresas cujas ações são negociadas por menos de R$ 1 por 30 pregões consecutivos, dando um prazo para a companhia adotar as medidas necessárias para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo de R$ 1.
No caso da Tecnisa, o prazo de enquadramento iria até 29 de janeiro de 2027, mas a construtora preferiu não esperar tanto e propôs o grupamento já no final de agosto, com efeitos a partir de novembro de 2026.
Nessa quarta-feira (30), dia de aprovação da medida, as ações da empresa fecharam cotadas a R$ 0,63. 

TCSA3

TECNISA
Cotação

R$ 0,64

Variação (12M)

-58,17 % Logo TECNISA

Margem Líquida

-33,98 %

P/L

-0,73

P/VP

0,19