EUA separam R$ 5 milhões para financiar projetos que contestam STF, diz jornal

Programa do governo Trump prevê US$ 1 milhão para iniciativas no Brasil, segundo reportagem do The Guardian.

Publicado em 01/10/2026 às 13:13h Publicado em 01/10/2026 às 13:13h por Wesley Santana
STF é a mais alta instância de Justiça do Brasil (Imagem: Shutterstock)
STF é a mais alta instância de Justiça do Brasil (Imagem: Shutterstock)

O governo de Donald Trump teria separado US$ 1 milhão do orçamento dos Estados Unidos para financiar instituições que contestam decisões do STF (Supremo Tribunal Federal). A informação foi publicada pelo jornal The Guardian, que destacou que não foram identificadas quais seriam as organizações beneficiadas pelo dinheiro.

Os recursos fazem parte do projeto “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (Combate ao uso político da Justiça e à censura no Brasil, na tradução literal). O objetivo é financiar projetos que se opõem a um suposto excesso que vem sendo implementado pela Corte brasileira.

A reportagem surge depois da ofensiva de Trump contra o ministro Alexandre de Moraes. No ano passado, ele chegou a ser sancionado pelos EUA no âmbito da Lei Magnitsky.

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Também é publicado em um momento bastante particular da Corte, que está envolvida em várias polêmicas junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Além da exposição pública, houve vários choques entre os próprios ministros nos últimos encontros.

A parte brasileira está em um pacote mais amplo de mais de US$ 175 milhões que foca em outras áreas de interesse do governo Trump. O montante mais volumoso é de US$ 40 milhões, direcionado a um consórcio que faz críticas ao comunismo.

O pacote ainda inclui repasses para instituições que protegem comunidades cristãs na Nigéria, por exemplo. Já no Reino Unido, parte do valor será destinado a instituições que combatam supostos excessos de regulação, inclusive relacionados às normas climáticas.

Países como Reino Unido, Polônia, Eslováquia e República Tcheca também estão na lista de eventuais recebedores, ainda de acordo com a reportagem. Os recursos são oriundos do Fundo de Direitos Humanos e Democracia, que agora tem sido usado por Washington para apoiar projetos conservadores.