BBAS3 cai abaixo de R$ 18, arrastado por Casas Bahia, e dá ruim ao IBOV

Banco do Brasil (BBAS3) é um dos maiores credores do Grupo Casas Bahia (BHIA3), que pediu recuperação judicial.

Publicado em 17/08/2026 às 22:39h Publicado em 17/08/2026 às 22:39h por Lucas Simões
IBOV engata a sua 10ª queda consecutiva (Imagem: Shutterstock)
IBOV engata a sua 10ª queda consecutiva (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa nesta segunda-feira (17) fechou aos 166.783,57 pontos, ligeira queda de -0,09%. Trata-se do 10º pregão consecutivo de perdas para o principal índice acionário brasileiro, que também derrete -16,04% desde o seu topo histórico em 198.657,33 pontos alcançado no dia 14 de abril de 2026.
Mesmo fora da carteira teórica do Ibovespa, o Grupo Casas Bahia (BHIA3) fez bastante preço na bolsa de valores brasileira, acumulando desvalorização de -33% só nesta data, com suas ações valendo R$ 0,44 cada. O pedido de recuperação judicial após o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2T26 assustou o mercado.
A sangria na rede varejista mexeu até com uma das maiores blue chips do IBOV: o Banco do Brasil (BBAS3), cujas ações cederam -2,34% e ficaram abaixo dos R$ 18 cada. Para além de suas dificuldades na carteira de crédito voltada ao agronegócio, a estatal é um dos maiores credores do Grupo Casas Bahia. 
Por sua vez, o dólar comercial terminou o dia valendo R$ 5,20, recuo de -0,36%, interrompendo sequência de cinco altas consecutivas contra a moeda brasileira, com peso do leilão de linha de US$ 1 bilhão implementado pelo Banco Central. 

Wall Street

A cotação do petróleo tipo Brent voltou a disparar quase +3% neste início de semana, fechando acima dos US$ 90 por barril, diante de novas ameaças bélicas do governo iraniano contra as forças armadas dos Estados Unidos caso nenhum acordo seja firmado para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Como era de se esperar, as petroleiras americanas aproveitaram a nova arrancada da commodity, com destaque para a alta de +1,33% das ações da Chevron (CVX), que romperam a barreira dos US$ 200 cada. Todavia, os demais setores da bolsa de valores americana cederam com o temor revigorado de inflação.

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