Governo Lula lava as mãos sobre capitalização do BRB; entenda
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
O futuro do Banco Master segue indefinido, quinze dias depois de o BC (Banco Central) barrar a compra de parte da instituição pelo BRB (BSLI4).
🏦 Com isso, a instituição fez demissões e contratou o ex-presidente Michel Temer para tentar convencer as autoridades competentes a liberar o negócio com o BRB.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o Master demitiu 86 trabalhadores na segunda-feira (15), sob a alegação de que enfrenta "um momento delicado de contenção de despesas".
No mesmo dia, veio à tona a notícia de que o Master procurou Temer, conhecido por sua capacidade de negociação e articulação política, para tentar destravar a venda para o BRB.
A parceria com Temer foi articulada pelo governador de Brasília, Ibaneis Rocha (MDB), conforme adiantou a "Folha de S. Paulo". E foi confirmada nessa quinta-feira (18) pelo vice-presidente.
Em conversa com jornalistas, Temer disse que foi chamado para "mediar a negociação". "No entanto, não sei dizer se a venda vai acontecer, está começando agora", acrescentou Temer, segundo o "E-Investidor".
Banco de Brasília, o BRB anunciou em março a intenção de adquirir até 58% do capital social do Master.
O perímetro da negociação, no entanto, foi sendo reduzido com o passar do tempo, para excluir ativos considerados arriscados, como precatórios e operações de crédito sem garantias reais.
Dessa forma, a parcela do Master que seria incorporada pelo BRB caiu pela metade, de R$ 48 bilhões para R$ 23,9 bilhões.
❌ Ainda assim, a venda não foi aprovada pelo Banco Central. O BRB indicou, por sua vez, que pode recorrer da decisão do BC.
O banco solicitou acesso à íntegra da decisão para "avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis". Contudo, até segunda-feira (15), ainda não havia deliberado sobre as alternativas cabíveis, segundo comunicado ao mercado.
O impasse levantou dúvidas sobre o futuro do Master, já que a instituição cresceu com base em uma estratégia considerada arriscada por muitos integrantes do sistema financeiro.
Além disso, tem inflado as taxas dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) emitidos pela instituição no mercado secundário, o que exige cautela dos investidores, segundo especialistas ouvidos pelo Investidor10.
Sob a liderança de Daniel Vorcaro, a instituição ficou conhecida por emitir CDBs com taxas bem superiores ao praticado no mercado, chegando até a 150% do CDI em algumas situações.
Dessa forma, o Master carrega uma das maiores carteiras de depósitos a prazo do país. Ou seja, de produtos financeiros em que o banco pega um valor "emprestado" dos seus clientes com a promessa de devolvê-lo depois de um determinado período, mediante o pagamento de juros.
O banco, contudo, aplicou boa parte dos recursos obtidos com esses títulos em ativos de baixa liquidez, como precatórios e direitos creditórios.
⚠️ Diante disso, há dúvidas no mercado sobre a capacidade financeira da instituição, além do temor de que uma eventual quebra do Master consuma boa parte dos estoques do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o fundo que protege correntistas e investidores de bancos em risco de solvência.
De acordo com o "Valor Econômico", o FGC já prorrogou um empréstimo emergencial de cerca de R$ 4 bilhões concedido ao Master. O prazo do financiamento, no entanto, acabaria no final deste mês de setembro.
Caso o BC entenda que o Master não tem condições de arcar com as suas obrigações, fica o risco de uma intervenção. Afinal, o BC pode intervir em instituições financeiras que apresentam grave comprometimento do seu patrimônio ou dificuldade de honrar seus compromissos, de forma a assegurar a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
Ao menos outras nove empresas listadas na B3 também não apresentaram o balanço no prazo.
Banco público enfrenta crise de liquidez após exposição ao Banco Master.
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