2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
🚨 O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa Selic em 15% ao ano, nível mais alto em quase duas décadas.
A decisão, já esperada pelo mercado, reforça a postura cautelosa da autoridade monetária diante da desaceleração da economia e da necessidade de consolidar a trajetória de queda da inflação.
A taxa básica de juros seguirá neste patamar até, pelo menos, 5 de novembro, quando ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A manutenção da Selic repete praticamente os mesmos trechos do comunicado anterior, deixando claro que o Copom enxerga pouco espaço para flexibilização no curto prazo.
Segundo o texto, o cenário doméstico ainda é composto por expectativas de inflação desancoradas, projeções acima da meta e resiliência do mercado de trabalho, mesmo diante de sinais de desaceleração na atividade econômica.
Enquanto o Brasil optou por manter os juros, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou um corte de 0,25 ponto percentual em sua reunião de hoje, reduzindo a taxa para o intervalo entre 4,00% e 4,25%.
O movimento reflete a perda de fôlego do mercado de trabalho norte-americano, que criou apenas 22 mil vagas em agosto, bem abaixo das 75 mil esperadas.
O contraste entre Brasil e EUA evidencia a diferença de prioridades: enquanto o Fed busca ajustar sua política após dois anos de juros no nível mais alto em duas décadas, o BC adota prudência extra por conta de incertezas fiscais, da volatilidade cambial e da tensão geopolítica decorrente da guerra tarifária entre Brasília e Washington.
➡️ Leia mais: Vale (VALE3) pode pagar dividendos bilionários ainda em 2025, aponta BTG
Com a decisão, o Brasil mantém o segundo maior juro real do mundo, de 9,51%, atrás apenas da Turquia (12,34%) e à frente de países como Rússia (4,79%), Colômbia (4,38%) e México (3,77%).
O ranking, elaborado pela MoneYou e pela Lev Intelligence, mostra que a média global é de apenas 1,45%.
Segundo o economista-chefe Jason Vieira, responsável pelo levantamento, mesmo que o Copom tivesse reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, o país continuaria na mesma posição.
Ele destaca que, no Brasil, a manutenção dos juros elevados funciona também como recado direto ao campo fiscal, em um contexto de incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas.
No comunicado, o BC reforçou que “o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”.
Diante desse quadro, o colegiado reafirmou que “a política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado” é a única forma de assegurar a convergência da inflação à meta de 3% no horizonte relevante.
O Copom também destacou riscos importantes para ambos os lados. No campo inflacionário, ressaltou a possibilidade de maior persistência dos preços de serviços e depressão cambial mais intensa, especialmente caso as tensões externas avancem.
No lado desinflacionário, apontou a chance de uma desaceleração econômica doméstica mais forte e a queda global de commodities.
➡️ Leia mais: Elétrica da Bolsa pode ser a “bola da vez”: BBA vê espaço para dividendos gordos
A pesquisa Focus, divulgada na segunda-feira (15), mostra que os agentes econômicos projetam inflação de 4,8% para 2025 e de 4,3% para 2026, ambas acima da meta, o que reforça a cautela do Copom.
Para o PIB, as estimativas apontam expansão de 2,28% neste ano, sinalizando resiliência, mas em desaceleração gradual.
O relatório Pré-Copom da XP, elaborado a partir de entrevistas com 25 gestoras multimercados, apontou que a manutenção da Selic já era consenso e que a novidade aparece nas projeções de longo prazo: as casas reduziram a expectativa para a taxa no fim de 2026 de 12,6% para 12,25%.
A decisão reforça a atratividade do real frente ao dólar, já que os juros brasileiros permanecem em patamar elevado em comparação aos cortes esperados nos EUA.
A pesquisa da XP mostra que 68% dos gestores estão comprados em real, contra 41% em julho, apostando em um dólar mais fraco.
Na renda fixa, a manutenção da Selic fortalece as aplicações em títulos atrelados ao CDI no curto prazo, mas também abre espaço para valorização dos prefixados e papéis indexados à inflação, caso o mercado antecipe cortes para 2026.
Na Bolsa, a leitura é de que o ambiente segue misto. Empresas ligadas ao consumo e setores cíclicos, que dependem de crédito, ainda sentem o peso dos juros altos. Por outro lado, bancos e exportadoras podem continuar se beneficiando de margens robustas e câmbio favorável.
➡️ Leia mais: Seu FII vai pagar menos dividendos? Deflação preocupa investidores
A sinalização do Copom é de que não há cortes no horizonte próximo, mas analistas veem possibilidade de início da flexibilização em meados de 2026, dependendo do comportamento da inflação e da credibilidade da política fiscal.
O próprio comunicado deixou a porta aberta para ajustes: “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.”
📊 Em resumo, o BC reforça que prefere errar pelo excesso de cautela do que arriscar perder o controle da inflação.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Saiba quais classes de investimentos são destaques positivos no mês e quais deram dor de cabeça aos investidores
Einar Rivero, CEO da Elos Ayla, revela a rentabilidade dos principais investimentos em novembro e nos últimos 12 meses.
Títulos de renda fixa isentos financiam tanto o agronegócio quanto o mercado imobiliário.
Títulos de renda fixa isentos que financiam o agronegócio e o mercado imobiliário são favoritos dos analistas.
Analistas do banco estudaram a relação dos cortes de juros sobre a lucratividade das companhias.
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
Taxas oferecidas pelos investimentos do Banco Master disparam após sua venda ao BBR ser negada pelo Banco Central.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?