AMER3: CVM fecha nova "delação" sobre fraude nas Americanas
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
Com uma dívida de R$ 43 bilhões, a varejista Americanas (AMER3) anunciou nesta quarta-feira (6) que irá emitir R$ 3,5 bilhões em debêntures.
A emissão dará início ao desembolso dos montantes necessários para o cumprimento do PRJ (Plano de Recuperação Judicial) aprovado pela AGC (Assembleia Geral de Credores) em dezembro de 2023.
💲 Segundo a empresa, em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as debêntures são o instrumento utilizado para operacionalizar o financiamento extraconcursal na modalidade deptor-inpossession (Financiamento DIP).
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"O Financiamento DIP foi estruturado de forma a viabilizar a entrada de recursos que são imprescindíveis para que a companhia possa cumprir suas obrigações de pagamento previstas no PRJ antes mesmo do aumento de capital nele previsto", explicou a nota.
O financiamento terá garantia real, com prazo de vencimento de 24 meses contados da data da emissão.
A varejista solicitou recuperação judicial em janeiro de 2023, dias após revelar uma dívida de R$ 43 bilhões com 16,3 mil credores.
Em fevereiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o plano de recuperação judicial que prevê capitalização de até R$ 24 bilhões da empresa, sendo R$ 12 bilhões dos acionistas de referência e mais R$ 12 bilhões dos bancos credores.
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
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