Eleições 2026: O que os candidatos prometem para a economia?

Um dos principais pontos de divergência aparece na forma de tratar as contas públicas.

Publicado em 26/09/2026 às 19:06h - Atualizado em 26/09/2026 às 19:14h Publicado em 26/09/2026 às 19:06h Atualizado em 26/09/2026 às 19:14h por Elanny Vlaxio
O primeiro turno será no dia 4 de outubro (Imagem: IA/ChatGPT)
O primeiro turno será no dia 4 de outubro (Imagem: IA/ChatGPT)
As propostas para a economia ocupam espaço central na disputa presidencial de 2026, com os candidatos apresentando diferentes caminhos para lidar com as contas públicas, impostos, investimentos, indústria e crescimento.
Entre os principais nomes, os planos de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) trazem medidas distintas para a condução da economia brasileira. Um dos principais pontos de divergência aparece na forma de tratar as contas públicas. 

Veja as propostas: 

Augusto Cury (Avante)
  • Reduzir a taxa básica de juros, a Selic, para 6% ou 7%;
  • "Dobrar a produção de alimentos do Brasil na próxima década;
  • Criar "10 mil clubes de empreendedorismo no país";
  • Investir na formação de especialistas em IA e robótica.
Flávio Bolsonaro (PL)
  • Usar IA para controlar os gastos públicos;
  • Flexibilizar a CLT para permitir o pagamento por hora (PEC 12/2026);
  • Suspender por um ano a entrada em vigor da reforma tributária;
  • Preservar o Pix sem integrá-lo a redes de pagamentos internacionais;
  • Promover um "revogaço" de normas para facilitar abertura de empreendimentos;
  • Retomar o Programa Nacional de Desestatização;
  • Simplificar a conta de luz, racionalizando encargos e subsídios;
  • Criar Corredores Logísticos Inteligentes;
  • Reduzir gradualmente o custo do trabalho, sem retirar direitos;
  • Ter contratos de trabalho para os jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego;
  • Criar um contrato mais atrativo para a contratação de pessoas com 50 anos ou mais desempregadas há pelo menos 12 meses;
  • Criar um banco nacional de vagas conectado ao RH das empresas;
  • Criar o programa Minha Primeira Empresa: menos burocracia para abrir e formalizar o negócio;
  • Transformar a Caixa no Banco da Prosperidade, para o sistema Ganha Ganha, que recompensa ações como formalizar empresa, conseguir emprego;
  • Investir R$ 900 bilhões em quatro anos em rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias;
  • Implementar a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial para levar IA para pequenas empresas;
  • Ajustar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Defender a "soberania energética e mineral", com exploração do pré-sal, da Margem Equatorial e dos minerais críticos e terras raras;
  • Reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6x1, sem redução de salários;
  • Aperfeiçoar a regulamentação de trabalhos mediados por plataformas digitais;
  • Assegurar trajetória sustentável da dívida pública;
  • Dar sequência ao Programa Conhecimento Brasil, com repatriação de cientistas;  
  • Criar condições para redução sustentada da taxa de juros; 
  • Criar Plataforma Pública Nacional de Empregabilidade com IA ; 
  • Melhorar políticas de acesso à previdência;
  • Manter os Correios como empresa estatal.
Renan Santos (Missão)
  • Reduzir número de municípios de 5.570 para cerca de 1.656;
  • Alterar a Constituição para permitir regras de trabalho "mais flexíveis e liberdade para trabalhadores e empresas"; 
  • Acabar com o reajuste automático de benefícios vinculados ao salário mínimo; 
  • Construir uma reserva estratégica em Bitcoin; 
  • Criar zonas econômicas especiais no Nordeste; 
  • Reduzir despesas públicas, incluindo cortes no alto funcionalismo; 
  • Revisar renúncias fiscais e subsídios da Zona Franca de Manaus; 
  • Privatizar os Correios;
  • Estabelecer como meta de investimento em infraestrutura de 2% para 4% do PIB, com foco em ferrovias;              
  • Cortar R$ 1,1 trilhão em gastos para interromper a atual trajetória de crescimento do endividamento público; 
  • Realizar uma nova reforma da Previdência, para cortar gastos com aposentadorias.
Romeu Zema (Novo)
  • Mudar a CLT para permitir trabalho e pagamento por dia, semana ou quinzena;
  • Privatizar todas as estatais federais;
  • Garantir que o salário mínimo tenha reposição integral da inflação;
  • Atrelar repasse de impostos aos entes federativos à melhora de eficiência; 
  • Diminuir a taxa básica de juros para 6% em um ano;
  • Criar linhas de crédito para o setor do turismo.
Ronaldo Caiado (PSD)
  • Garantir "protagonismo brasileiro" na exploração e processamento dos chamados minerais críticos;
  • Reduzir a Selic para próximo de 10%, a partir de controle de gastos públicos via reformas em áreas como previdência e gestão administrativa;
  • Privatizar partes da Petrobras, mantendo o pré-sal";
  • Cortar cerca de R$ 120 bilhões de gastos públicos, entre emendas impositivas e repasses.