Americanas (AMER3) nega atrasos de pagamento aos credores
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
Em uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) realizada nesta terça-feira (21), os acionistas da Americanas (AMER3) aprovaram, por maioria, um aumento de capital social da companhia. O valor mínimo da capitalização será de R$ 12,20 bilhões, podendo chegar a R$ 40,70 bilhões.
💲 O montante corresponde à emissão de, no mínimo, 9,40 bilhões de papéis e, no máximo, 31,30 bilhões, ao preço de R$ 1,30 por ação, segundo informações do jornal "Valor Econômico".
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Além disso, também foi aprovada a emissão de 3,10 bilhões (mínimo) e 10,40 bilhões (máximo) de bônus de subscrição, oferecidos como vantagem adicional aos subscritores das novas ações, na proporção de um bônus de subscrição para cada grupo de três ações subscritas (1:3).
💰 Foi aprovado, por fim, o grupamento da totalidade das ações ordinárias da companhia, na proporção de 100 ações ordinárias para 1 ação da mesma espécie (100:1).
Vale lembrar que a companhia entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, logo após divulgar uma dívida de R$ 43 bilhões com 16,3 mil credores. O plano de recuperação judicial propõe uma injeção de R$ 12 bilhões pelos três principais acionistas da empresa, além da conversão de R$ 12 bilhões em dívidas em ações da Americanas.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
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