Grandes investidores do Brasil: histórias e estratégias para se inspirar
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
O Starbucks é uma das marcas de café mais reconhecidas do mundo, mas quem pensa em investir na marca abrindo uma unidade própria no Brasil precisa entender como a operação funciona hoje.
Este artigo explica o modelo atual de negócio da marca no país, o porquê não é mais possível se tornar franqueado individual, e como investir no Starbucks por meio de ações e BDRs.
O Starbucks (SBUX / SBUB34) é uma das maiores redes de cafeterias do mundo, fundada em 1971 em Seattle, nos Estados Unidos.
Começou como uma loja especializada em grãos de café de alta qualidade e se transformou em uma marca global, presente em dezenas de países, conhecida por seus cafés artesanais, bebidas especiais e ambiente voltado para permanência do cliente na loja.
Diferente do que ocorre com marcas como McDonald's, o Starbucks não opera no Brasil por meio de franquias individuais no sentido tradicional. Historicamente, a marca funcionava por licenciamento, concedendo a uma única empresa o direito de operar e expandir as lojas no país.
Entre 2018 e 2023, essa operadora foi a SouthRock Capital, que também controlava as marcas Subway e TGI Fridays no Brasil. Em 2023, a SouthRock entrou em recuperação judicial, com dívidas de R$ 1,8 bilhão, e chegou a fechar cerca de 50 lojas Starbucks no país.
Em 2024, a operação foi adquirida pela Zamp, empresa que também opera Burger King, Popeyes e Subway no Brasil, por R$ 120 milhões.
O novo contrato entre Zamp e Starbucks segue um modelo de operador único: a Zamp opera todas as lojas diretamente e paga royalties à matriz americana, sem repassar a operação a franqueados ou licenciados individuais.
Na prática, isso significa que atualmente não é possível se tornar franqueado ou licenciado individual do Starbucks no Brasil. Toda a expansão da marca no país é conduzida diretamente pela Zamp, que anunciou planos de multiplicar o número de lojas Starbucks no Brasil, de pouco mais de 100 unidades para uma meta de até 1.000 lojas nos próximos anos, com cerca de 30 novas unidades previstas somente para 2026, concentradas principalmente em São Paulo.
💡Saiba mais: Franquia do McDonald's: quanto custa e como se tornar franqueado
A decisão da Starbucks de concentrar a operação brasileira em um único operador, em vez de distribuir licenças a múltiplos investidores, segue uma lógica de controle de padrão de marca e de recuperação após a crise da SouthRock.
Esse modelo de operador único também é usado pela Starbucks em outros mercados fora dos Estados Unidos, onde a empresa trabalha com operadoras terceirizadas de grande porte em vez de franquias pulverizadas.
Não há, no momento, um programa de franquia ou licenciamento individual aberto a novos investidores no Brasil. Toda expansão da marca é feita pela Zamp, com lojas próprias. Investidores interessados em abrir um negócio de cafeteria como franquia devem considerar outras redes que efetivamente operam nesse modelo no país.
Para quem quer se expor ao crescimento do Starbucks sem depender de um modelo de franquia inexistente no Brasil, a alternativa é investir diretamente nas ações da companhia:
Ao comprar ações ou BDRs, o investidor se torna acionista da Starbucks Corporation, participando dos resultados globais da empresa, não apenas da operação brasileira conduzida pela Zamp.
O modelo de negócio do Starbucks no Brasil mudou significativamente nos últimos anos: hoje a marca é operada exclusivamente pela Zamp, sob um contrato de operador único que não permite franquias ou licenciamentos individuais.
Quem quiser se expor ao crescimento da marca no Brasil ou globalmente pode fazer isso comprando ações (SBUX) ou BDRs (SBUB34).
No Investidor10, é possível acompanhar a cotação histórica, os indicadores fundamentalistas e o histórico de proventos distribuídos pelo Starbucks, reunindo os dados necessários para avaliar esse investimento.
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026Publicado em 26/11/2020
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