UBS rebaixa Braskem (BRKM5) e reduz preço-alvo para R$ 3,75; ações caem 13%
Banco cita endividamento, possibilidade de diluição dos acionistas e cenário desafiador para os spreads do setor.
A Braskem (BRKM5) divulgou seu balanço trimestral e os números não são positivos. A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 3,736 bilhões no segundo trimestre de 2024, um valor consideravelmente superior aos R$ 771 milhões perdidos no mesmo período de 2023. Além disso, o resultado representa uma deterioração em comparação com os primeiros três meses do ano, quando o prejuízo foi de R$ 1,345 bilhão.
📊 A empresa explicou que o prejuízo líquido registrado foi fortemente influenciado por um resultado financeiro negativo de R$ 4,5 bilhões. Essa perda significativa é resultado da variação cambial, mais especificamente da depreciação do real em relação a outras moedas. A companhia possui uma exposição considerável a dívidas em moeda estrangeira, e a desvalorização do real ampliou o valor dessas dívidas quando convertidas para reais.
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O lucro operacional da Braskem, medido pelo Ebitda recorrente, cresceu significativamente no segundo trimestre, atingindo R$ 1,667 bilhão. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 137%, e em relação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 46%.
📈 A companhia explicou que o crescimento sequencial do Ebitda foi resultado de uma melhora em sua rentabilidade. O aumento de 19% no spread de produtos químicos e resinas foi o principal fator para esse resultado positivo. Na comparação anual, a combinação entre o aumento das margens e o maior volume de vendas no mercado brasileiro impulsionou ainda mais o indicador.
Por fim, a receita líquida da Braskem atingiu R$ 19,075 bilhões no segundo trimestre de 2024, demonstrando um crescimento de 7% em comparação com o mesmo período de 2023. Além disso, a empresa também registrou um avanço de 6% na receita quando comparada com os três meses imediatamente anteriores.
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