Petrobras (PETR4) perde R$ 34 bi com reabertura do Estreito de Ormuz

O BofA elevou a recomendação para as ações da estatal de neutra para compra, elevando o preço-alvo de R$ 49 para R$ 65.

Publicado em 17/04/2026 às 18:54h Publicado em 17/04/2026 às 18:54h por Matheus Silva
A queda representa a quarta maior perda diária da estatal na história (Imagem: Shutterstock)
A queda representa a quarta maior perda diária da estatal na história (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Petrobras (PETR4) perdeu R$ 34,064 bilhões em valor de mercado nesta sexta-feira (17), encerrando o pregão avaliada em R$ 629,877 bilhões. 
A queda representa a quarta maior perda diária da estatal na história e corresponde a 25% dos ganhos acumulados desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. 
O movimento foi desencadeado pelas sinalizações de desescalada nas tensões geopolíticas após o Irã confirmar a reabertura do Estreito de Ormuz.
As ações ordinárias caíram 5,31%, a R$ 50,81, sendo a ação com pior desempenho do Ibovespa no dia. Já as preferenciais recuaram 4,86%, a R$ 46,22, e foi o papel mais negociado da B3, com 115,8 mil negócios e giro financeiro de R$ 4,04 bilhões. 
Os contratos mais líquidos do Brent para junho recuaram 9,06%, a US$ 90,38 o barril, na ICE, em Londres.
A queda só perde para os tombos de 9 de março de 2020 (R$ 91,12 bilhões), de 22 de fevereiro de 2021 (R$ 74,25 bilhões) e de 24 de maio de 2022 (R$ 60,45 bilhões).

Petrobras ainda acumula R$ 104 bi desde o início da guerra

Desde o início do conflito, as preferenciais acumulam valorização de aproximadamente 17% e as ordinárias, de 19%. No ano, ambas sobem mais de 50%. 
Até a véspera (16), o valor de mercado havia crescido R$ 138,509 bilhões desde o início da guerra, equivalente à soma do market cap da Brava Energia (BRAV3) e da PetroRecôncavo (RECV3)
Descontada a perda desta sexta, o acréscimo líquido do período ainda é de R$ 104,445 bilhões. Entre as grandes petroleiras globais, a Petrobras é a vice-líder em ganhos de valor de mercado em dólar no período, atrás apenas da americana ConocoPhillips, segundo a plataforma Companies Market Cap.

BofA eleva Petrobras para compra com alvo de R$ 65

No mesmo pregão, o Bank of America (BofA) elevou a recomendação da Petrobras de neutra para compra, elevando o preço-alvo de R$ 49 para R$ 65, o que representa potencial de valorização de 33,7% sobre o fechamento de 16 de abril.
Segundo o banco, a revisão considera um cenário de preços mais elevados do petróleo, com o Brent projetado em US$ 93 o barril em 2026, US$ 78 em 2027 e US$ 75 no longo prazo. 
Com esse cenário, o BofA estima que o rendimento de FCFE da Petrobras atinja 18% em 2026 e 16% em 2027, bem acima dos pares globais.
O banco projeta crescimento da produção de óleo e gás da Petrobras a uma taxa composta anual de 5,2% até 2028, liderado pela expansão do campo de Búzios, no pré-sal, entre 2026 e 2028. 
"A maior parte desse crescimento deve vir de Búzios, o campo de pré-sal mais produtivo da companhia, o que implica que os volumes adicionais devem apresentar maior rentabilidade em comparação aos perfis de crescimento dos pares", destacaram os analistas.

Eleições e governança também entram na tese do BofA

O BofA avalia as eleições presidenciais deste ano como possível catalisador para as ações. Embora o banco permaneça cético quanto à probabilidade de privatização, as ações ainda poderiam se beneficiar de menores despesas administrativas, redução do custo de capital e reprecificação. 
"Em nossa visão, essas melhorias reduzem de forma significativa a probabilidade de repetição de resultados destrutivos de valor associados a episódios passados de interferência política", afirmaram os analistas.
📊 Os principais riscos apontados pelo banco envolvem possíveis tensões em torno da política de preços de combustíveis e decisões de alocação de capital.

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