Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz

A medida atende a uma das principais demandas dos Estados Unidos.

Publicado em 17/04/2026 às 10:19h Publicado em 17/04/2026 às 10:19h por Elanny Vlaxio
Todos os navios poderão atravessar normalmente (Imagem: Shutterstock)
Todos os navios poderão atravessar normalmente (Imagem: Shutterstock)
O Estreito de Ormuz volta ao centro do tabuleiro global, desta vez, como símbolo de trégua. Nesta sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura total da passagem para embarcações, permitindo a circulação livre de navios enquanto estiver em vigor o cessar-fogo com os Estados Unidos, previsto para durar até a quarta-feira (22).

Trégua abre rota estratégica do petróleo

Todos os navios poderão atravessar normalmente o estreito durante o período restante da pausa nas hostilidades, em um movimento que marca o primeiro grande gesto do Irã em direção a um possível acordo para encerrar o conflito. A medida atende a uma das principais demandas dos Estados Unidos.
"De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã havia fechado a passagem, ponto estratégico por onde escoa cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo, sendo a única saída marítima do Golfo Pérsico, região que concentra grandes produtores da commodity.
O gesto foi rapidamente reconhecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que agradeceu publicamente a decisão. Em publicação na Truth Social, afirmou que a rota está novamente “totalmente aberta” e pronta para a navegação: "O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está completamente aberto e pronto para a passagem total. Obrigado!".
Com a expectativa de avanço nas negociações e a entrada em vigor de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, os preços do petróleo registraram forte queda. Por volta das 10h desta sexta-feira (17), o Brent para entrega em junho recuava 6,39%, a US$ 93,04 por barril, na  ICE (Intercontinental Exchange). Já o WTI para maio caía 7,38%, a US$ 87,36, na Nymex (New York Mercantile Exchange).