Petrobras rompe R$ 700 bilhões pela primeira vez na história; veja o motivo
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
Em comunicado divulgado na última terça-feira (27), a Petrobras (PETR4) informou a assinatura de contratos com a Helix para o afretamento e prestação de serviços de dois navios de intervenção em poços do tipo LWIVV. As unidades Siem Helix 1 e Siem Helix 2 serão utilizadas pela companhia por um período de três anos, com investimento total de US$ 786 milhões.
🚢 As embarcações iniciarão as operações de intervenção em poços em 2025. Capazes de operar em profundidades de até 2.400 metros, os navios garantirão a manutenção de cerca de 850 empregos diretos e indiretos. Já o contrato, com duração de 3 anos, prevê um compromisso mínimo de 30% de conteúdo local, que sobe para 85% nos serviços.
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Segundo a empresa, as novas embarcações serão utilizadas em uma variedade de atividades, como perfuração, instalação de equipamentos, descomissionamento e operações de emergência. Além disso, elas possuem um veículo operado remotamente e podem ser empregadas em trabalhos de construção offshore. Segundo a petroleira, essas atividades visam melhorar a produção.
📈 A notícia chega dois dias após a empresa ganhar R$ 40,9 bilhões em valor de mercado. As ações ordinárias registraram uma valorização de 8,96%, enquanto as preferenciais avançaram 7,26%. Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, esses foram os maiores ganhos diários para as ações da Petrobras desde agosto de 2021 e agosto de 2022, respectivamente.
Essa forte valorização da companhia está diretamente relacionada ao aumento dos preços internacionais do petróleo, que subiram mais de 3% no mesmo dia, impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio.
Nesta sexta-feira (2), a petroleira superou R$ 700 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez, e o motivo do salto não foi o petróleo.
O achado foi realizado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.
Nesta quinta-feira (1º), a estatal elevou em 11,8% o preço do QAV, que já acumulou alta superior a 25% em apenas dois meses.
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
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