Petrobras (PETR4): Produção sobe, mas dividendos podem cair no 4T25
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
🗳️ O Conselho de Administração da Petrobras (PETR4) se reuniu na manhã desta quarta-feira (15) para decidir sobre a demissão de Jean Paul Prates.
O CEO da petroleira entregou sua carta de demissão antecipada ontem à tarde, depois de uma decisão do presidente Lula. Os conselheiros, então, aprovaram a demissão de Prates e já indicaram uma executiva para assumir a principal cadeira da empresa interinamente.
Quem vai ocupar o cargo de presidente da Petrobras é Clarice Coppetti, que atua como diretora executiva de Assuntos Corporativos. Ela deve permanecer na cadeira até que o conselho se reúna para eleger e dar posse ao novo nome.
🚨 Leia também: Quem é Magda Chambriard, a nova presidente da Petrobras (PETR4)
O nome mais cotado para a vaga oficial é de Magda Chambriard, que já foi indicada pela Planalto na noite de terça (14). Com expertise no setor de Óleo e Gás, ela já foi diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
O conselho também votou pela destituição do diretor financeiro, Sergio Caetano Leite, e pela interinidade de Carlos Rechelo Neto para o cargo. Leite é uma pessoa da confiança de Prates.
Em fato relevante divulgado pela Petrobras, a companhia não deu prazo para que as próximas decisões sejam votadas pelo Conselho.
Os investidores não receberam com entusiasmo a notícia da troca no primeiro escalão da principal empresa de petróleo do país. Às 14h, as ações da Petrobras recuavam mais de 5,5% no pregão, cotadas a R$ 38,56.
Já o agora ex-CEO da companhia disse, durante a manhã, que entrega a petroleira em uma condição melhor do que recebeu, no início de 2023, conforme informou a agência de notícias Reuters. Ela afirmou que a política de preços está mais ajeitada e que a reindustrialização encaminhada nas áreas de refino, fertilizantes e na indústria naval.
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
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