Petrobras (PETR4): Mercado prevê dividendos robustos e ajusta preço-alvo

O Goldman elevou e o Citi cortou o preço-alvo das ações da Petrobras, mas ambos esperam dividendos fortes no 2T26.

Publicado em 30/07/2026 às 16:12h Publicado em 30/07/2026 às 16:12h por Marina Barbosa
A Petrobras vai anunciar os resultados e os dividendos do 2T26 no dia 6 de agosto (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras vai anunciar os resultados e os dividendos do 2T26 no dia 6 de agosto (Imagem: Shutterstock)
O mercado espera que a Petrobras (PETR4) entregue resultados e dividendos robustos no segundo trimestre de 2026. Porém, se divide em relação ao que esperar depois disso.
⛽ De um lado, espera-se que a estatal se beneficie por mais algum tempo da recente disparada das margens globais de refino. Do outro, há dúvidas sobre novas altas dos preços do petróleo e dos combustíveis.
Diante desse impasse, o Goldman Sachs elevou o preço-alvo para as ações da Petrobras e o Citi reduziu a sua aposta para os papeis nesta quinta-feira (30). 
Veja os ajustes relativos a PETR4, que era cotada a R$ 42 no fechamento dessa quarta-feira (29):
  • Goldman: subiu de R$ 51,40 para R$ 57,00;
  • Citi: caiu de R$ 49 para R$ 47.
Na avaliação do Goldman Sachs, o mercado de derivados de petróleo já enfrentava baixa disponibilidade de estoques e elevada utilização das refinarias antes mesmo da guerra no Oriente Médio e deve seguir pressionado, devido a fatores como os ataques às refinarias russas e as paradas de manutenção. Diante disso, a expectativa é de que as margens globais de refino continuem em patamares elevados.
Esse cenário favorece os resultados da Petrobras, já que cerca de 25% do Ebitda consolidado da companhia deve vir do segmento de refino em 2026, segundo o Goldman. Por isso, o banco elevou as projeções para os resultados e as ações da estatal, reiterando a recomendação de compra do papel e apontando para a possibilidade de um retorno com dividendos de 12% em 2026 e 18% em 2027.
Já o Citi observou que os preços do petróleo se afastaram das máximas do ano e vê um espaço limitado para novas altas, além da possibilidade de que os preços dos combustíveis fiquem estáveis até o fim do ano. O banco ainda vê riscos na alocação de capital da Petrobras. Por isso, prefere manter a cautela e tem uma recomendação neutra para as ações da estatal.

Otimismo em relação ao 2T26

💰 Apesar dessas dúvidas, o mercado concorda que o próximo balanço da Petrobras deve trazer resultados sólidos e dividendos robustos. Afinal, a estatal bateu um novo recorde de produção e ainda contou com preços elevados de petróleo no segundo trimestre de 2026.
Tanto o Goldman Sachs, quando o Citi acreditam que a Petrobras vai entregar um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18 bilhões no trimestre, o que representa um salto de 51% em relação ao trimestre anterior. Os bancos ainda projetam dividendos bilionários, com um DY (Dividend Yield) de aproximadamente 3,1%. 
Veja as projeções para os dividendos da Petrobras no 2T26:
  • Goldman: US$ 3,4 bilhões, com 3,1% de DY;
  • Citi: US$ 3,5 bilhões, com 3,0% de DY.
Os bancos estão entre os mais otimistas em relação aos dividendos da Petrobras, pois o restante do mercado espera que a estatal libere cerca de US$ 3 bilhões em proventos junto com o balanço do segundo trimestre de 2026. 
Os resultados e os dividendos serão anunciados no próximo dia 6 de agosto, após o fechamento do mercado. Enquanto isso, confira os dados de produção e vendas da estatal no trimestre.

PETR4

Petrobras
Cotação

R$ 42,56

Variação (12M)

40,58 % Logo Petrobras

Margem Líquida

21,60 %

DY

7.01%

P/L

5,10

P/VP

1,23