Petrobras (PETR4): Retorno com dividendos pode alcançar 14% em 2027, diz BTG

O BTG reiterou a recomendação de compra e atualizou o preço-alvo para as ações da Petrobras.

Publicado em 20/07/2026 às 14:42h Publicado em 20/07/2026 às 14:42h por Marina Barbosa
BTG vê um potencial de alta de até 37% para as ações preferenciais da Petrobras (Imagem: Shutterstock)
BTG vê um potencial de alta de até 37% para as ações preferenciais da Petrobras (Imagem: Shutterstock)
O BTG Pactual reforçou a recomendação de compra e atualizou o preço-alvo para as ações da Petrobras (PETR4), por acreditar que a estatal continuará distribuindo dividendos robustos nos próximos trimestres.
💰 Pelos cálculos do BTG, a Petrobras deve entregar um retorno com dividendos de aproximadamente 10% em 2026 e 2027. Porém, o DY (Dividend Yield) pode chegar a 14% no próximo ano, em um cenário otimista.
"Se a dinâmica atual dos spreads de refino se mantiver no segundo semestre de 2026 e 2027, a geração de caixa e a capacidade de dividendos da Petrobras podem melhorar ainda mais", acreditam os analistas do banco.
Diante disso, o BTG reiterou a recomendação de compra e estabeleceu um preço-alvo de R$ 56 para as ações da Petrobras ao final de 2027.
O novo preço-alvo aponta para um potencial de alta de até 37% do papel, já que as ações preferenciais da Petrobras eram cotadas a R$ 40,90 no fechamento de sexta-feira (17).

A lógica do BTG

⛽ Em relatório publicado nesse domingo (19), o BTG diz que a sua convicção na tese de investimento da Petrobras se baseia em dois fatores principais:
  • o desempenho operacional continuamente forte;
  • a capacidade de captar a alta dos preços dos combustíveis.
Na avaliação do BTG, a produção da estatal pode superar as metas estabelecidas para este ano e deve seguir em alta depois disso, já que três novas plataformas de petróleo foram contratadas para 2027.
O banco lembra ainda que em média 70% dessa produção alimenta as refinarias de petróleo da própria Petrobras, o que permite à estatal elevar as suas margens diante da recente alta dos combustíveis.
💲 Por isso, o BTG acredita que a Petrobras pode reduzir a dívida bruta para cerca de US$ 65 bilhões e ainda pagar dividendos ordinários de até 10% em 2026 e 2027 nesse cenário, sendo conservadora.
"No nosso cenário otimista para o Brent e as margens de refino, o rendimento do fluxo de caixa ao acionista chegaria a 22% em 2027, com um retorno com dividendos de aproximadamente 14%", afirmou.
Isso porque, na avaliação do BTG, os preços dos combustíveis vendidos pela estatal devem seguir em patamares elevados por algum tempo, mesmo diante da normalização da cotação do petróleo.
O banco diz, então, que o valuation atual da Petrorbas não capta totalmente a resiliência de lucros proporcionada pelo seu modelo de negócios, o que justifica o novo preço-alvo para o papel.

Expectativa para o 2T26

Diante desse cenário, o BTG também mantém o otimismo em relação ao balanço do segundo trimestre de 2026 da Petrobras.
A expectativa é de que o Ebitda ajustado e o lucro líquido da estatal mais do que dobrem em relação ao mesmo período de 2025, chegando a US$ 18,9 bilhões e US$ 9,5 bilhões, respectivamente.
Por isso, o BTG espera que a companhia ainda anuncie US$ 2,5 bilhões em dividendos junto com os resultados do segundo trimestre, no próximo dia 6 de agosto.

PETR4

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