Santander (SANB11) afunda na B3 e ganha novo preço-alvo após balanço do 2T26

O BB-BI cortou para R$ 31,60 o preço-alvo das Units do banco, mantendo recomendação neutra.

Publicado em 29/07/2026 às 13:21h Publicado em 29/07/2026 às 13:21h por Marina Barbosa
O lucro do Santander Brasil caiu 17,6% no 2T26 (Imagem: Shutterstock)
O lucro do Santander Brasil caiu 17,6% no 2T26 (Imagem: Shutterstock)
O Santander (SANB11) cai forte na B3 nesta quarta-feira (29), com o mercado reagindo aos resultados da instituição no segundo trimestre de 2026.
🏦 O banco teve um lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,0 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado afundou 17,6% frente ao mesmo período do ano passado. Já o ROE (retorno sobre o patrimônio) recuou de 16,4% para 12,5%, atingindo o menor patamar dos últimos três anos. 
O resultado foi pressionado sobretudo pelo aumento das provisões contra perdas e ficou bem abaixo do esperado pelo mercado, que já esperava um trimestre desafiador para o Santander.
Diante desses dados, as Units do Santander operam em forte queda na B3. O papel recuava 6,69% e era cotado a R$ 25,82 às 12h25. 

BB-BI corta preço-alvo

A decepção com o balanço ainda levou alguns analistas a rever as projeções para o Santander Brasil.
✂️ O BB Investimentos, por exemplo, já havia rebaixado a recomendação para as Units do banco de compra para neutra em fevereiro. E, agora, cortou o preço-alvo para o papel para R$ 31,60 ao final de 2027.
Antes, o banco de investimentos esperava que o papel alcançasse uma cotação de R$ 34,30 ao final deste ano.
"Nossa visão anterior já destacava a falta de vetores claros para uma aceleração da rentabilidade, porém o 2T26 sugere que uma eventual inflexão pode estar mais distante do que imaginávamos", afirmou o BB-BI.
No início do ano, o BB-BI acreditava que a eventual queda dos juros poderia aliviar o custo do crédito e a pressão sobre a margem com o mercado do Santander, permitindo que o banco ampliasse a presença em segmentos de crédito mais rentáveis.
Agora, no entanto, a expectativa é de que os juros sigam em patamares elevados por mais algum tempo, o que deve retardar esse processo, mantendo o banco em um "equilíbrio pouco favorável entre rentabilidade e risco".
Em relatório enviado a clientes, o BB-BI observou que o Santander não tem conseguido melhorar suas margens e ampliou os gastos com provisões no segundo trimestre. Além disso, mantém uma estratégia seletiva na oferta de crédito, o que contribui para uma carteira mais resiliente, mas também reduz spreads e dificulta a expansão da rentabilidade.
Os analistas reconheceram que o Santander continua demonstrando resiliência operacional em algumas vertentes importantes, o que se traduziu na expansão da carteira de crédito e no crescimento das receitas com serviços. Porém, avaliaram que "esses elementos positivos não são suficientes, neste momento, para compensar as dificuldades enfrentadas na geração de rentabilidade".
"Dessa forma, seguimos enxergando um banco com fundamentos operacionais sólidos em diversos aspectos, porém sem evidências claras de uma mudança de trajetória capaz de sustentar uma expansão consistente do ROE no curto prazo", escreveram.
Diante dessa avaliação, o BB-BI prefere manter uma postura mais cautelosa em relação ao banco, até que tenha sinais mais claros de melhora sustentável da margem financeira e do custo do crédito. 
O Bradesco BBI e o Itaú BBI também mantêm uma recomendação neutra para as Units do Santander. Já o Goldman Sachs recomenda a venda e o JP Morgan manteve a recomendação de compra, mesmo reconhecendo a frustração com o balanço do segundo trimestre.

SANB11

Banco Santander
Cotação

R$ 25,83

Variação (12M)

2,50 % Logo Banco Santander

Margem Líquida

8,21 %

DY

8.34%

P/L

7,00

P/VP

0,76