Petrobras (PETR4) anuncia R$ 65 bi em investimentos; veja detalhes

Estatal vai explorar petróleo no Sergipe e produzir fertilizantes no Mato Grosso do Sul.

Publicado em 14/04/2026 às 09:50h Publicado em 14/04/2026 às 09:50h por Marina Barbosa
Petrobras aprovou investimentos na segunda-feira (Imagem: Shutterstock)
Petrobras aprovou investimentos na segunda-feira (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) vai investir cerca de R$ 65 bilhões para ampliar a produção nacional de petróleo e de fertilizantes.
A maior parte desse aporte visa a construção de duas plataformas que serão usadas para dar início à produção de petróleo e gás natural em águas profundas de Sergipe.
Já o restante será aplicado na retomada das obras da fábrica de fertilizantes de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, que estão paradas há mais de 10 anos.
Veja os detalhes dos projetos aprovados nessa segunda-feira (13) pela Petrobras:

Petróleo em Sergipe

🛢️ A Petrobras vai investir R$ 60 bilhões no desenvolvimento de uma nova fronteira de produção de óleo e gás na bacia Sergipe-Alagoas.
O projeto Sergipe Águas Profundas prevê a construção de duas plataformas, com capacidade para produzir 1 bilhão de barris de óleo equivalente no litoral nordestino a partir de 2030.
"O SEAP é estratégico para ampliar a disponibilidade de gás natural no país, fortalecer a infraestrutura energética nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste", afirmou a Petrobras.
O investimento era estudado desde o final do ano passado e foi confirmado nessa segunda-feira (13), após a estatal conseguir otimizar o projeto e as condições contratuais com os fornecedores.
As plataformas serão contratadas através do modelo BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a empresa contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades por um período inicial definido em contrato, com posterior transferência à Petrobras.
É um modelo de contratação que deve encurtar o tempo de execução do projeto. Por isso, a Petrobras espera dar início à produção de óleo em Sergipe em 2030, com exportação de gás a partir de 2031. 

Fertilizantes no Mato Grosso do Sul

🏭 Além disso, a Petrobras decidiu investir US$ 1 bilhão na retomada das obras da fábrica de fertilizantes de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Ou seja, quase R$ 5 bilhões no câmbio atual.
A companhia espera retomar as obras ainda no primeiro semestre de 2026, o que deve gerar cerca de 8 mil empregos diretos. Já a produção comercial está prevista para 2029.
De acordo com a Petrobras, a unidade terá capacidade para produzir cerca de 3,6 mil toneladas por dia de ureia e 2,2 mil toneladas por dia de amônia.
"Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos diretamente para a redução da dependência do país em relação à importação de fertilizantes", afirmou o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França.
Ele destacou ainda que a unidade do Mato Grosso do Sul tem uma localização estratégica, já que está próxima dos principais mercados consumidores do Centro Oeste, Sul e Sudeste.
A Petrobras decidiu voltar ao mercado de fertilizantes no início deste governo Lula (PT), para reduzir a dependência nacional da importação de fertilizantes.
Fundamental para o agronegócio, o insumo ficou mais caro diante da guerra entre Rússia e Ucrânia e voltou a ser pressionado pelo conflito no Oriente Médio, o que pode afetar os preços dos alimentos.
A estatal ainda vê o projeto como uma forma de ampliar o seu mercado de gás natural, já que o combustível serve de insumo para as fábricas de fertilizantes.
Nesse sentido, a Petrobras já reativou três fábricas de fertilizantes que estavam hibernadas, no Paraná, na Bahia e em Sergipe. E, agora, decidiu concluir as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, a UFN III, em Mato Grosso do Sul.
Em comunicado, a Petrobras ressaltou ainda que a atratividade econômica do ativo foi confirmada em todos os cenários previstos no seu sistema de aprovação de investimentos, respeitando rigorosamente as práticas de governança corporativa e os normativos internos vigentes.
"Trata se de um projeto tecnicamente robusto, economicamente viável e plenamente aderente às diretrizes de disciplina de capital e governança da companhia", reforçou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.

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