Petrobras, Brava e Prio despencam mais de 5% após abertura de Ormuz

A Prio (PRIO3) recuava 7,05% um pouco depois do anúncio da abertura.

Publicado em 17/04/2026 às 11:01h Publicado em 17/04/2026 às 11:01h por Elanny Vlaxio
Por volta das 10h, o Brent recuava 6,39% (Imagem: Shutterstock)
Por volta das 10h, o Brent recuava 6,39% (Imagem: Shutterstock)
A reabertura do Estreito de Ormuz virou a chave do mercado e o efeito foi imediato nas ações ligadas ao petróleo. Com o alívio geopolítico e a queda da commodity, papéis do setor passaram a derreter nesta sexta-feira (17), com quedas superiores a 5%.
No Ibovespa, o movimento foi liderado por nomes de peso: Prio (PRIO3) recuava 7,05%, a R$ 59,72, enquanto Petrobras (PETR4) caía 6,01%, a R$ 45,66. Também operavam no vermelho Brava Energia (BRAV3), com baixa de 5,90%, a R$ 19,63, Braskem (BRKM5), que cedia 3,95%, a R$ 9,00, e PetroRecôncavo (RECV3), com queda de 2,65%, a R$ 13,22.
Por trás da virada está o cenário internacional. O Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz, permitindo a circulação livre de embarcações durante o cessar-fogo com os Estados Unidos, que segue até a quarta-feira (22). A decisão marca um gesto relevante em direção a um possível acordo e atende a uma das principais exigências americanas nas negociações.
Com o alívio nas tensões e a perspectiva de normalização do fluxo, os preços do petróleo reagiram com força. Por volta das 10h, o Brent recuava 6,39%, a US$ 93,04 por barril, na ICE, enquanto o WTI caía 7,38%, a US$ 87,36. A queda da commodity, por sua vez, pressionou diretamente as ações das petroleiras, que haviam sido beneficiadas no movimento oposto dias antes.
"Para as bolsas internacionais, a notícia também foi positiva. Especialmente para as economias europeias, que já estavam com reservas de petróleo próxima ao final e se organizando para entrar na negociação de abertura do Estreito. Com isso, o euro volta a se fortalecer contra do dólar e os índices de ações da Europa sobem mais de 1%", avaliou ainda Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.