Oncoclínicas (ONCO3) diz que recebeu oferta da IG4 e que não há transação acordada
A proposta prevê uma potencial transação envolvendo a subscrição de debêntures conversíveis em ações no valor total de R$ 500 milhões.
Na noite desta terça-feira (16), a Oncoclínicas (ONCO3) publicou uma proposta de aumento de capital com valor máximo de R$ 2 bilhões. A companhia propõe emitir mais 666 milhões de ações, com o preço fixo de R$ 3 cada uma.
Desta forma, dependendo da procura do mercado, a faixa do aumento ficará entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões. O preço definido na publicação tinha desconto em relação ao fechamento do dia, mas está acima do que foi operado pela companhia nesta quarta (17).
Pelas regras previstas, cada ação subscrita dará direito a um bônus de subscrição aos investidores. O direito a ele poderá ser exercido em até dois anos, dependendo da estratégia de cada beneficiário.
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Atualmente, o valor de mercado da companhia é inferior a R$ 2 bilhões, segundo dados da B3. Além disso, a alavancagem da companhia é considerada alta, pois está em 4,5 vezes o Ebitda.
A proposta ainda precisa ser submetida à Assembleia Geral Extraordinário, o que deve acontecer no próximo dia 8 de outubro. Se o processo for autorizado, a empresa terá seu terceiro aumento de capital no intervalo de apenas dois anos.
O aumento de capital é uma alternativa à oferta recebida pela companhia da gestora Starboard, conforme antecipada pelo Investidor10. A empresa teria se oferecido a pagar parte da dívida da companhia em troca das ações.
A oferta ainda incluiu diversos requisitos, como a troca do CEO, o que não teria sido bem recebido pelo conselho de administração.
“O conselho de Administração da companhia, com o suporte de seus assessores, decidiu por rejeitar a proposta da Starboard, registrando, no entanto, que avaliará eventuais propostas que possam gerar valor para a Companhia e seus acionistas, em cumprindo aos seus deveres fiduciários”, disse, em fato relevante enviado à CVM.
A proposta prevê uma potencial transação envolvendo a subscrição de debêntures conversíveis em ações no valor total de R$ 500 milhões.
A Oncoclínicas terá 90 dias para atingir o percentual mínimo necessário à homologação do plano.
A companhia ressaltou que ainda não há uma data definida.
O documento também esclarece que o entendimento ainda poderá ser levado para análise.
A companhia quer reestruturar a dívida mantida com debenturistas, o que pode passar pela recuperação.
A queda ocorreu após a negação de um aporte de R$ 500 milhões e a confirmação de que a empresa avalia uma recuperação extrajudicial.
A companhia também ressaltou que avalia alternativas financeiras junto à administração e seus assessores.
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
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