Oncoclínicas (ONCO3) cai quase 6% após resultados do 1T26; veja números
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
Com uma dívida líquida que pode superar 4,5 vezes o Ebitda neste ano, a Oncoclínicas (ONCO3) tem buscado maneiras de reduzir sua avalacagem. A empresa já se desfez de participações e aprovou um aumento de capital, mas precisa ir muito além disso.
Segundo informações do Neofeed, a companhia recebeu uma proposta de reestruturação financeira para converter suas dívidas em ações. A Stanboard Asset teria sido a interessada em também aumentar o capital em pelo menos mais R$ 800 milhões.
Para que a oferta siga adiante, foram estabelecidos alguns requisitos mínimos, como a saída do CEO Bruno Lemos Ferrari. Outras mudanças na governança da companhia também foram citadas na oferta feita pela gestora de investimentos, de acordo com o portal.
O objetivo da Starboard seria adquirir R$ 1,7 bi em títulos de dívidas da companhia no mercado e, depois, convertê-los em equity. Esse valor ainda sofreria um adicional de bônus de subscrição para cada ação.
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Tudo isso seria importante porque, na análise dos gestores, só o aumento de capital anunciado não seria suficiente para diminuir a porcentagem da dívida. Nos cálculos feitos antes da oferta, a empresa precisaria de no mínimo R$ 2,5 bilhões para superar essa fase.
“O EBITDA reportado tem algumas questões não operacionais, como a venda de hospitais. Ao ajustar o EBITDA um pouco para baixo, a alavancagem vai para acima de 7x,” disse uma das fontes, ao Brazil Journal. Essa mesma fonte disse ao portal que o caixa da Oncoclínicas ainda estaria exposto a CDBs do Banco Master, em um valor que pode chegar a R$ 500 milhões.
“Essa parte do caixa eles não poderiam usar para servir a dívida,” disse a fonte. “A companhia está num momento em que precisa de uma solução que resolva a questão da alavancagem de forma exponencial”, continuou a fonte, que não se identificou.
Os papéis da companhia não passam nem de longe pelo pior momento na bolsa de valores, já que, no começo do ano, chegaram a ser negociados abaixo de R$ 2. Nesta quinta-feira (11), os ativos operam na casa de R$ 3, com ganho de 30% desde janeiro.
No entanto, o valor de mercado atual da Oncoclínicas é de R$ 2 bilhões, quase metade do que a empresa foi avaliada em 2021, quando fez sua abertura de capital. Deste total, 37% do capital social está nas mãos do fundo Centaurus, 15% do Master e outros 14% da Latache Capital.
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
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