Nubank (ROXO34) supera US$ 1 bi de lucro pela 1ª vez e ação dispara 10%

Com lucro recorde de US$ 1 bilhão, o banco digital superou o consenso do mercado no 2T26 e alcançou um ROE de 33%, acima das previsões.

Publicado em 13/08/2026 às 19:13h Publicado em 13/08/2026 às 19:13h por Matheus Silva
Em Nova York, as ações dispararam 10% no after-hours (Imagem: Shutterstock)
Em Nova York, as ações dispararam 10% no after-hours (Imagem: Shutterstock)
💜 O Nubank (ROXO34) entrou para a história nesta quinta-feira (13). Pela primeira vez desde sua fundação, a fintech brasileira ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão de lucro em um único trimestre. 
O resultado do segundo trimestre de 2026 chegou a exatos US$ 1 bilhão, alta de 49% frente ao mesmo período de 2025, superando o consenso da Bloomberg, que esperava US$ 991 milhões. Em Nova York, as ações dispararam 10% no after-hours.
O banco, que por anos conviveu com o estigma de "não dar lucro", transformou o resultado em uma resposta direta ao mercado. 
O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) subiu 4,8 pontos percentuais na comparação anual e 3,7 pontos no trimestre, encerrando o período em 33%, bem acima da estimativa média de 30% dos analistas e superando, inclusive, o Itaú Unibanco (ITUB4), que encerrou o período com ROE de 24%.

Inadimplência de longo prazo sobe 0,3 ponto

A inadimplência era o principal fantasma do período. A inadimplência acima de 90 dias subiu 0,3 ponto percentual, para 6,9%, movimento que o banco atribui principalmente à migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre. 
A inadimplência de curto prazo, entre 15 e 90 dias, também avançou 0,3 ponto no ano para 4,8%, mas recuou 0,2 ponto na comparação trimestral.
"A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno", destacou o banco.
O custo de crédito caiu 9% no trimestre, para US$ 1,7 bilhão, "principalmente em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre."
Do lado das despesas operacionais, o crescimento foi mais intenso: US$ 806,2 milhões no trimestre, alta de 47,1% na comparação anual.

Receita total sobe 39% para US$ 5,8 bi

A receita financeira líquida de juros (NII) alcançou US$ 3,7 bilhões, alta de 9%, enquanto a receita total somou US$ 5,8 bilhões, expansão de 39%. 
A carteira de crédito total cresceu 37% no ano e 5% no trimestre, chegando a US$ 39,4 bilhões, distribuídos em cartões de crédito (US$ 26 bilhões), crédito sem garantia (US$ 10,3 bilhões) e crédito com garantia (US$ 3,1 bilhões).
Por geografia, o Brasil concentra US$ 36,4 bilhões, o México US$ 5,7 bilhões e a Colômbia US$ 3,3 bilhões.

Nubank já é o maior banco digital do México

No Brasil, o Nu atingiu quase 118 milhões de clientes, alta de 13%, tornando-se o principal banco de uma parcela significativa da população de massa. 
No México, o Nubank já é o maior banco digital do país, atendendo 16,5% da população adulta, percentual comparável ao do Brasil em 2020. A monetização no mercado mexicano já ocorre mais cedo, com ARPAC (receita média por cliente ativo) de US$ 12,3, ante US$ 5,6 no Brasil no mesmo estágio de maturação.
📈 No México, os depósitos caíram modestamente no trimestre como parte de uma estratégia deliberada de otimização da captação, que, segundo o banco, "melhora o custo de financiamento ao mesmo tempo que mantém ampla liquidez."

ROXO34

Nu Holdings (NuBank)
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