BBA vê potencial de 41% para o Nubank (ROXO34) e lucro 35% maior em 2026
O otimismo do BBA apoia-se no potencial do Nubank de levar às classes mais altas o mesmo domínio que consolidou na baixa renda.
O Nubank (ROXO34) fez história na noite desta quinta-feira (14), depois de publicar seu balanço do segundo trimestre de 2026. O banco digital reportou, pela primeira vez na história, um lucro líquido na casa de US$ 1,1 bilhão em um único trimestre.
O resultado chamou a atenção dos analistas que esperavam algo um pouco mais abaixo dessa cifra. No entanto, parte do mercado considerou o montante como “extraordinário”.
“Os indicadores são estratosféricos: a receita cresceu mais de 50%, carteira de crédito avançou mais de 40% e os depósitos subiram mais de 23%”, destaca Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing. “Eu vejo com bons olhos, acompanhando uma guinada do Nubank que decidiu fazer sua listagem nos Estados Unidos para ganhar mais capilaridade e possibilidade de capitalização”, continua.
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Essa visão também é acompanhada pelos analistas do Citi, que destacaram que o endividamento da população ainda exerce um papel importante no balanço.
"Embora positivo, o impacto do Desenrola foi caracterizado pela administração como não recorrente, enfatizando que a empresa ainda gerou mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido, excluindo o programa. O benefício nas provisões foi limitado (menos de US$ 10 milhões), com impacto mínimo na inadimplência de 15 a 90 dias e apenas um leve efeito positivo nos indicadores de inadimplência acima de 90 dias. A maior parte do aumento nos lucros do trimestre veio de um desempenho operacional mais forte, e não do programa Desenrola", explica o banco.
No último mês de julho, o Citi já havia elevado seu preço-alvo para os papéis da companhia. Antes previa os papéis em US$ 13, mas agora já projeta algo na casa de US$ 14,50.
No pregão de hoje, como repercussão da divulgação do resultado, as ações do Nubank avançam de forma importante nos EUA. Desde o começo da sessão, a alta já passa de 10%, conforme dados de NYSE, onde os papéis estão listados.
Com isso, o banco apaga grande parte das perdas que registrou entre junho e julho deste ano. Naquela ocasião, os papéis chegaram a ser negociados abaixo de R$ 10 na B3, que negocia os BDRs.
Hoje, quem tem interesse em comprar os ativos tem que desembolsar mais de R$ 13, mostra a bolsa de valores. Nos últimos 12 meses, a valorização é de 19%.
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