💜 O Itaú BBA mantém a visão positiva sobre o
Nubank (ROXO34) e reitera a recomendação Outperform, equivalente a compra, com preço-alvo de US$ 20 para as ações negociadas na NYSE, o que implica potencial de valorização de 41% em relação aos níveis atuais.
A avaliação foi mantida após o resultado do segundo trimestre, que veio acima das expectativas.
A equipe liderada por Pedro Leduc elevou as estimativas para 2027 em cerca de 3% e manteve praticamente inalteradas as projeções para o ano fiscal de 2026.
"Embora reconheçamos os desafios relacionados à qualidade do crédito, nossa análise aponta para uma perspectiva mais equilibrada do que parece estar refletida nas expectativas atuais do mercado", dizem os analistas.
O BBA projeta crescimento de 35% no lucro líquido em 2026 e de 21% em 2027, ambos em reais, com
ROE em torno de 29%, o que torna o múltiplo de 14 vezes o
P/L estimado para 2027 atraente segundo a casa.
Classe média é o próximo território a conquistar
O argumento central do BBA para o otimismo está na capacidade do Nubank de replicar, nos segmentos de renda média e alta, o domínio que já construiu entre os mais pobres.
A fintech detém hoje cerca de 27% de participação de mercado em cartões e empréstimos pessoais entre clientes de baixa renda, tendo transformado esse público, antes negligenciado pelos bancos tradicionais, em um mercado formal de crédito rentável.
Entre clientes com renda de 3 a 10 salários mínimos, a participação do Nubank avançou de aproximadamente 8% em 2023 para cerca de 14% atualmente. Na alta renda, o número ainda está abaixo de 5%.
Para conquistar esse público mais exigente, a empresa pretende usar sua estrutura de baixo custo como vantagem competitiva para investir em benefícios e recompensas, como demonstrado com o recente lançamento do Croma.
O BBA destaca que, se o Nubank conseguir replicar uma participação de 20% a 30% na renda média e alta semelhante à que já tem na baixa renda, a carteira total de crédito no Brasil seria cerca de 60% maior do que a atual.
"Se o Nu conseguir replicar a participação de 20% a 30% que possui na baixa renda nesses segmentos de cartões e empréstimos pessoais, sua carteira de crédito seria aproximadamente 60% maior do que a atual", afirma o BBA.
A casa reconhece que as margens financeiras líquidas ajustadas pelo risco serão menores nesse segmento, mas o impacto é positivo tanto para o lucro por ação quanto para o ROE, dado o espaço disponível para alavancar depósitos e patrimônio.
O Nubank conta atualmente com mais de 12 milhões de brasileiros no segmento denominado "super core." A expansão consistente para a classe média também é favorecida pela redução de exposição dos grandes bancos a esse público.
México entra no radar de resultados em 2027
No plano internacional, o México deverá começar a contribuir positivamente para os resultados em 2027, após a conclusão do processo de obtenção da licença bancária.
Nos EUA, onde o Nubank entrou com pedido de licença nacional junto ao OCC em setembro do ano passado, a expansão seguirá de forma contida.
A administração da fintech reiterou durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre que a iniciativa americana não deverá elevar o índice de eficiência em mais de 100 pontos-base nos próximos dois anos.
O UBS BB, que também tem recomendação de compra para o papel com preço-alvo de US$ 18,20, destaca que o Nubank deverá continuar operando como uma empresa de baixo custo nos EUA e que o foco não será, necessariamente, na conquista de grande participação de mercado.
💰"A administração afirmou que o Nu não necessariamente precisará conquistar uma grande participação de mercado nos EUA e que o foco não será nos latino-americanos nem nos clientes mal atendidos pelo sistema financeiro", pondera a equipe liderada por Thiago Batista.