Nubank (ROXO34) descarta compra do banco britânico Monzo e salta na bolsa
A possibilidade do negócio havia sido ventilada pela imprensa, mas desagrou o mercado.
Com sua operação toda funcionando de forma digital, o Nubank (ROXO34) cresceu e se tornou uma das maiores instituições financeiras do país. A fintech hoje vale US$ 68 bilhões, ganhando de lavada de bancos que têm muitos anos a mais no país.
No entanto, para o professor Aswath Damodaran, da Universidade de Nova Iorque, o banco agora tem o desafio de mostrar exatamente a que veio. Nos próximos meses, a fintech brasileira deve se tornar um banco comum, o que demanda novas exigências regulatórias e pode mexer com o modelo de negócio da companhia.
“Quero ver o Nubank manter o mesmo desempenho como banco. Ele está ficando cada vez mais parecido com os bancos incumbentes e será difícil reinventar o negócio”, disse ele, em entrevista ao Valor.
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Ele atribui o crescimento da instituição e o apetite pelas ações na abertura de capital na NYSE à economia que a empresa encontrou na comparação com outros bancos.
“Claramente o Nubank, como a maioria das outras fintechs brasileiras e globais, se beneficiou da arbitragem regulatória. As exigências de reporte de informações, compliance, capital são menos onerosas”, destacou.
No mês passado, o roxinho anunciou a aquisição do Banco Porto Real, na intenção de aproveitar a licença bancária que a instituição já tem. Desta forma, cumpre com todas as exigências do Banco Central para ter acesso pleno ao que seus principais concorrentes já têm.
O especialista também lembra que a estratégia do Nubank no início foi captar o público de baixa renda. Oferecendo cartão de crédito sem anuidade, conseguiu abocanhar grande parte dos consumidores que estavam em outras instituições.
“Quem não gosta de coisa grátis? Principalmente se for boa, como um cartão de crédito?", pontua. Mas, pelo menos no Brasil, esse modelo de negócio tem se mostrado preocupante para algumas empresas, dado o aumento da inadimplência.
Inclusive, um levantamento recente feito pelo Ministério da Fazenda mostra que o banco com o maior número de renegociações no Novo Desenrola é o Nubank. No total, a instituição foi responsável por R$ 1 bilhão, que englobou 568 mil pedidos.
O próprio Nubank destacou que o programa do governo federal trouxe uma redução de 5% no custo do crédito. No segundo trimestre de 2026, a economia foi de US$ 85 milhões, de acordo com o documento.
A possibilidade do negócio havia sido ventilada pela imprensa, mas desagrou o mercado.
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