Morgan Stanley elege favorita no varejo mesmo em trimestre fraco; veja quem

A instituição priorizou companhias em expansão sólida, elegendo Mercado Livre na América Latina e a C&A no comércio nacional.

Publicado em 29/08/2026 às 20:33h Publicado em 29/08/2026 às 20:33h por Matheus Silva
No Brasil, o Mercado Livre ampliou sua liderança no comércio eletrônico (Imagem: Shutterstock)
No Brasil, o Mercado Livre ampliou sua liderança no comércio eletrônico (Imagem: Shutterstock)
🛍️ O segundo trimestre de 2026 foi marcado por um ambiente desafiador para o varejo e o comércio eletrônico na América Latina, segundo relatório do Morgan Stanley. 
A combinação de consumo mais fraco, juros elevados e pressão sobre margens levou diversas companhias a revisar para baixo suas projeções para o restante do ano, com poucos nomes conseguindo manter ritmo consistente de crescimento.
No Brasil, o Mercado Livre (MELI34) ampliou sua liderança no comércio eletrônico enquanto concorrentes locais enfrentaram dificuldades. 
O Magazine Luiza (MGLU3) registrou queda de 12% no GMV online na comparação anual, e a Casas Bahia (BHIA3) desacelerou o crescimento para 6%, ante 14% no primeiro trimestre. 
Mesmo com a forte expansão da Shopee, o Morgan Stanley classifica o ambiente competitivo como racional, com Mercado Livre e a plataforma da Sea Limited ganhando participação de mercado enquanto operadores menores perdem espaço.

C&A vira top pick do banco no varejo brasileiro

No varejo físico, a Copa do Mundo impactou o fluxo de consumidores em shopping centers ao longo do trimestre. Empresas de vestuário como Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3) registraram crescimento positivo de vendas em mesmas lojas, apesar da redução no tráfego durante o período do torneio.
A C&A chamou atenção especial dos analistas ao apresentar crescimento de 4,1% nas vendas comparáveis de vestuário, resultado considerado notável dado o cenário desafiador do trimestre. 
O Morgan Stanley reafirmou a companhia como sua principal recomendação de sobrepeso no varejo brasileiro, destacando que as ações negociam a múltiplos considerados bastante descontados em relação ao potencial de geração de lucros.

Magazine Luiza surpreende nas lojas físicas

O Magazine Luiza, apesar da fraqueza no canal online, foi um dos poucos varejistas beneficiados pela demanda por eletrônicos e bens duráveis no período. 
As vendas comparáveis nas lojas físicas cresceram 10%, acelerando frente aos 6% do primeiro trimestre.
No segmento de supermercados e atacarejo, a visão do banco segue mais cautelosa. O Assaí (ASAI3) mostrou alguma melhora operacional, mas ainda enfrenta ambiente de consumo pressionado. 
No México, a diferença de desempenho entre varejistas alimentares ficou evidente, com a Tiendas 3B ampliando fortemente o crescimento enquanto a Walmex perdeu ritmo.

Fechamento de lojas da Casas Bahia pode redistribuir vendas

O início do terceiro trimestre trouxe sinais mistos. Dados de aplicativos mostram o Mercado Livre continuando a atrair usuários em ritmo acelerado, enquanto executivos de companhias brasileiras relatam normalização do fluxo em lojas após o fim da Copa do Mundo. Ainda assim, a cautela dos consumidores permanece elevada, segundo os analistas.
Um tema que ganhou peso na análise foi a recuperação judicial da Casas Bahia. 
O Morgan Stanley avalia que o fechamento de aproximadamente 30% das lojas da companhia pode redistribuir vendas para concorrentes como Mercado Livre e Magazine Luiza. 
💰 Diante desse cenário, o banco mantém preferência por empresas com crescimento estrutural, destacando o Mercado Livre na América Latina e a C&A entre os nomes favoritos no varejo brasileiro.

CEAB3

CEA MODAS
Cotação

R$ 8,26

Variação (12M)

-49,48 % Logo CEA MODAS

Margem Líquida

7,02 %

DY

6.31%

P/L

4,53

P/VP

0,67