Itaúsa (ITSA4) deve investir em novas empresas caso juros caiam no Brasil
A holding disse estar pronta para retomar os aportes em caso de melhora na economia.
💰 A Itaúsa (ITSA4) reportou um lucro líquido de R$ 3,91 bilhões no primeiro trimestre do ano (1T25), avanço de 12,5% ante o mesmo período do ano passado, conforme relatório de resultados divulgado nesta segunda-feira (12). O ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido) subiu de 17% para 17,8%.
Já o indicador lucro líquido recorrente aponta que a holding diversificada teve saldo de R$ 3,87 bilhões no trimestre, crescimento de 8,2% na comparação anual, principalmente devido ao resultado recorrente de sua participação no Itaú Unibanco (ITUB4), que rendeu mais R$ 274 milhões, além da contribuição positiva de R$ 113 milhões de seus negócios fora do setor financeiro.
O resultado recorrente proveniente das empresas investidas pela Itaúsa no 1T25 foi de R$ 4,2 bilhões, alta de 9,4% em relação ao ano anterior devido, principalmente, ao melhor resultado do ITUB4 e aos resultados crescentes das empresas do setor não financeiro (Dexco, Alpargatas, Motiva, Aegea, Copa Energia e NTS).
Todavia, a holding enfrentou um resultado financeiro com saldo negativo de R$ 64 milhões no 1T25, que piorou 13,5% na base anual, em função de ter pego dinheiro emprestado dos investidores com emissão de títulos de renda fixa (notas comerciais) indexadas ao CDI há um ano, enquanto observou o aumento da taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
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Vale destacar que a gestão da holding implementou uma estratégia de liability managemen a partir do segundo semestre de 2024, visando reduzir justamente o seu custo de dívida, que acabou caindo de uma média de CDI+ 1,96% ao ano no início de 2024 para CDI+ 1,54% ao ano no 1T25.
Os proventos declarados pelas participações investidas à Itaúsa no 1T25 totalizaram R$ 974 milhões, sendo que os dividendos efetivamente distribuídos aos acionistas da holding foram de R$ 930 milhões.
📊 Nos últimos 12 meses, a partir do término do 1T25, o retorno total dos acionistas da Itaúsa teve melhora de 4,3%, cerca de 2,7 ponto percentual acima do rendimento do Ibovespa (+1,7%), embora tenha ficado abaixo das rentabilidades entregues pelo dólar (+14,9%), CDI (+11,3%) e S&P 500 (+6,8%).
A holding disse estar pronta para retomar os aportes em caso de melhora na economia.
O JPMorgan subiu o preço-alvo das ações da companhia para R$ 18,50 até dezembro de 2027 e manteve a indicação de compra (overweight).
A companhia obteve lucro líquido de R$ 4,3 bilhões no 2º trimestre de 2026, uma alta de 7% na comparação anual.
O aporte faz parte da estratégia de alocação eficiente de capital da Itaúsa, mas poderia ter sido maior.
O valor total da capitalização ficará entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões.
Segundo a holding, aporte está alinhado à estratégia de alocação eficiente de capital.
Segundo a holding, o recebimento deve gerar um impacto líquido positivo não recorrente de cerca de R$ 0,9 bilhão no lucro do 2T26.
Além disso, seis companhias aprovaram recompras de ações para gerar valor aos acionistas.
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