Ibovespa sobe forte após prévia da inflação; dólar avança

Os principais mercados acionários no exterior operavam sem direção única.

Publicado em 28/07/2026 às 11:51h Publicado em 28/07/2026 às 11:51h por Elanny Vlaxio
Na agenda corporativa, a atenção se volta para a Petrobras (PETR4) (Imagem: Shutterstock)
Na agenda corporativa, a atenção se volta para a Petrobras (PETR4) (Imagem: Shutterstock)
O Ibovespa operava em forte alta nesta sessão, impulsionado pela divulgação da prévia da inflação no Brasil, enquanto o dólar registrava leve valorização frente ao real.
O cenário refletia a reação dos investidores aos novos dados econômicos, com o principal índice da Bolsa brasileira avançando mais de 1% e os mercados acompanhando, ao mesmo tempo, o comportamento das commodities e das bolsas internacionais.
Por volta das 11h25 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,11%, aos 177.272,25 mil pontos. No mercado de câmbio, o dólar avançava 0,08%, cotado a R$ 5,13, enquanto o petróleo recuava 1,55%, negociado a US$ 81,33 por barril.
Entre os demais indicadores do mercado brasileiro, o IFIX, índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da B3, apresentava alta de 0,09%, aos 3.801,65 mil pontos, acompanhando o tom positivo observado na renda variável.
No mercado de ativos digitais, o desempenho também chamava atenção. O Bitcoin (BTC) registrava valorização de 3,10%, enquanto o Ethereum (ETH) avançava 4,40%, em um movimento de recuperação das principais criptomoedas.
No cenário internacional, os investidores também monitoravam o comportamento das bolsas globais. Os principais mercados acionários no exterior operavam sem direção única, refletindo um desempenho misto entre as principais praças financeiras.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que mexe com o mercado

O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira (28) em forte valorização, impulsionado pela divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) de julho. Conhecido como a prévia oficial da inflação. O índice avançou 0,06% em julho, após registrar alta de 0,41% em junho. O resultado representa a menor variação para o mês desde 2023.
"Após a divulgação dos indicadores, a curva de juros passou a operar em queda em praticamente todos os vértices, enquanto o mercado segue precificando um corte de 25 bps na próxima reunião do Copom, em agosto. Atualmente, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 14%", avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
Além da leitura mais favorável da inflação, o mercado também reagia ao cenário externo, marcado pela interrupção do conflito no Oriente Médio e pela queda dos preços do petróleo, fatores que contribuíam para o ambiente mais positivo nas negociações.
Por aqui, o governo deu início a uma ofensiva contra as novas tarifas impostas pelos EUA  ao apresentar um pedido de consultas à OMC (Organização Mundial do Comércio). 
Os investidores também mantêm no radar a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para quarta-feira (5), quando será anunciada a nova decisão sobre a taxa básica de juros. Na agenda corporativa, a atenção se volta para a Petrobras (PETR4), que divulga, após o fechamento do mercado, seus números de produção e vendas.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
  • VAMO3: +4,10%; R$ 3,30;
  • GGBR4: +3,68%; R$ 25,38;
  • SUZB3: +3,56%; R$ 43,36;
  • ABEV3: +3,09%; R$ 16,35;
  • MBRF3: +3,08%; R$ 16,38;
E as maiores baixas
  • TIMS3: -5,44%; R$ 20,32;
  • VIVT3: -4,23%; R$ 34,46;
  • CSNA3: -0,70%; R$ 5,67;
  • CXSE3: -0,53%; R$ 20,61;
  • VALE3: -0,21%; R$ 75,53.