Ibovespa dispara mais de 2% com PIB; dólar cai

No mercado de fundos imobiliários, o IFIX recuava 0,42%, aos 3.746,97 mil pontos.

Publicado em 01/09/2026 às 12:52h Publicado em 01/09/2026 às 12:52h por Elanny Vlaxio
(Imagem: Shutterstock)
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O Ibovespa dispara mais de 2% nesta terça-feira (1º), enquanto o dólar recua no mercado brasileiro, em uma sessão marcada pela repercussão dos dados do PIB do segundo trimestre e pela forte valorização do petróleo.
Às 12h, no horário de Brasília, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 2,01%, aos 180.979,23 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana caía 0,72%, a R$ 5,14.
O movimento positivo da Bolsa ocorre após o PIB brasileiro mostrar desaceleração da atividade econômica, com crescimento de 0,5% no segundo trimestre, depois da expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano.
Outro destaque do pregão é o petróleo, que ganha força no exterior e sustenta o desempenho dos ativos ligados à commodity. Às 12h, o petróleo avançava 3,06%, a US$ 88,36.
Com a combinação de PIB mais fraco e petróleo em alta, os investidores acompanham as possíveis implicações para a trajetória dos juros e para empresas ligadas ao setor de energia. A desaceleração da economia também reforça as expectativas de continuidade do ciclo de cortes da Selic
No mercado de fundos imobiliários, o IFIX recuava 0,42%, aos 3.746,97 mil pontos, destoando do forte avanço registrado pelo Ibovespa. Já no exterior, o cenário era menos favorável: as bolsas de Nova York operavam em queda, acompanhando um ambiente internacional mais pressionado. 
Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que mexe com o mercado

No Brasil, os investidores acompanham nesta terça-feira os números do PIB do segundo trimestre, que mostrou perda de ritmo da economia ao avançar 0,5% no período.
"Mesmo com a surpresa positiva as curvas de juros operam em queda, na contramão do cenário global. A perspectiva de uma demanda agregada em desaceleração é um dos fatores que justifica cortes na taxa Selic durante as próximas reuniões do Copom. Com isso, o mercado precifica um corte de 25 bps em setembro', avaliou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
No cenário fiscal, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), encaminhado ao Congresso Nacional na segunda-feira (31), prevê superávit (quando entra mais dinheiro do que sai) de R$ 83,4 bilhões, equivalente a 0,56% do PIB.
No exterior, o mercado também acompanha os movimentos da Shein, que realizou nesta terça-feira (1º) sua abertura de capital na Bolsa de Hong Kong. A companhia levantou o equivalente a US$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 8,8 bilhões, com os investidores.
Além disso, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou 7,3 milhões de vagas abertas em julho, conforme apontou o relatório Jolts, divulgado nesta terça-feira, 1º de setembro, pelo Departamento do Trabalho norte-americano. 
"Esse quadro é consistente com o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole na semana passada, quando o presidente do Fed classificou o mercado de trabalho como estável e a economia como em pleno emprego, mas chamou a inflação de "mais preocupante" e reafirmou a meta de 2% do PCE como prioridade da política monetária", mencionou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
  • CSAN3: +4,36% a R$ 4,07;
  • BRAV3: +3,68% a R$ 17,76;
  • CSNA3: +3,57% a R$ 5,51;
  • CEAB3: +3,37% a R$ 8,60;
  • B3SA3: +3,21% a R$ 16,73;
E as maiores baixas
  • MRVE3: -1,09% a R$ 5,45;
  • SANB11: -0,41% a R$ 29,44;
  • FLRY3: -0,36% a R$ 19,61;
  • TOTS3: +0,23% a R$ 35,53;
  • EMBJ3: +0,34% a R$ 93,81.