Ibovespa cai 2,68% e emenda 3º queda consecutiva após eleição; confira

O índice fechou em queda de 2,68%, aos 171.006 pontos, no terceiro dia de perdas após a eleição, e o dólar recuou a R$ 5,34.

Publicado em 28/10/2026 às 17:59h Publicado em 28/10/2026 às 17:59h por Matheus Silva
O Fed manteve a taxa por 10 votos a 2, sem unanimidade (Imagem: Shutterstock)
O Fed manteve a taxa por 10 votos a 2, sem unanimidade (Imagem: Shutterstock)
📉 A ressaca da eleição continuou pesando sobre a bolsa brasileira. Nesta quarta-feira (28), o Ibovespa (IBOV) fechou em queda de 2,68%, aos 171.006 pontos, no terceiro dia consecutivo de perdas desde o resultado do segundo turno.
O dia foi de cautela dos investidores com o cenário fiscal e político do novo governo, em meio a temporada de balanços e à decisão de juros nos Estados Unidos.
Foi mais um pregão de realização depois do tombo da segunda-feira (26), quando o índice despencou mais de 15% e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações para conter movimentos bruscos.
No câmbio, o movimento foi de alívio moderado. O dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,34, queda de 0,19%, estendendo as perdas da véspera, quando a moeda havia recuado 1,07%, a R$ 5,3488. 
A queda ocorreu com o enfraquecimento do dólar no exterior após a decisão do Federal Reserve.

Fed mantém juros, mas Warsh vê inflação elevada

O grande evento externo do dia foi a reunião do Fed, que manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano. 
A decisão veio como esperada pelo mercado, que via cerca de 90% de chance de manutenção, mas não foi unânime, com 10 votos a favor e 2 contrários.
O banco central americano havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual no mês passado. 
Em sua entrevista, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua elevada e que a instituição ainda precisa de mais informações para saber se o nível atual dos juros será suficiente para levar a alta dos preços à meta de 2%.

Wall Street fecha em alta apesar do petróleo

Em Nova York, os principais índices encerraram o pregão em alta com a manutenção dos juros, mesmo diante do avanço dos preços do petróleo. 
O alívio com o Fed contrastou com o clima no mercado brasileiro, onde as incertezas internas continuaram a dominar as decisões dos investidores.

Balanços e fuga de Flávio entram na conta

Em Brasília e em São Paulo, os investidores digeriram também desdobramentos políticos, entre eles a saída de Flávio Bolsonaro do país. 
📊 No campo corporativo, o mercado acompanhou os resultados do Santander e da Klabin, que divulgaram seus balanços do terceiro trimestre.

Maiores altas

  • MBRF3: +2,82% | R$ 16,75
  • TIMS3: +2,26% | R$ 19,44
  • WEGE3: +2,25% | R$ 47,20
  • PRIO3: +1,80% | R$ 71,70
  • HAPV3: +1,67% | R$ 4,25

Maiores baixas

  • CSAN3: -12,31% | R$ 2,35
  • VAMO3: -11,34% | R$ 2,58
  • COGN3: -10,00% | R$ 1,71
  • AZZA3: -9,64% | R$ 15,00
  • BEEF3: -9,40% | R$ 2,89