Correios terão pior resultado da história em 2026, mas ministra nega "descontrole"

Os Correios perderam R$ 3,2 bilhões no 1º trimestre, mas o prejuízo ficou abaixo da meta da própria empresa, segundo Dweck.

Publicado em 09/06/2026 às 14:41h Publicado em 09/06/2026 às 14:41h por Matheus Silva
A ministra defendeu que os Correios têm avançado em medidas estruturais (Imagem: Shutterstock)
A ministra defendeu que os Correios têm avançado em medidas estruturais (Imagem: Shutterstock)
📦 Os Correios devem registrar em 2026 o pior resultado de sua história, mas a deterioração das contas está prevista no plano de reestruturação da estatal. 
A afirmação é da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ela, a expectativa do governo é de que, após esse período, a empresa volte a apresentar bons indicadores.
No primeiro trimestre, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,2 bilhões, resultado que, segundo Dweck, ficou abaixo da previsão traçada pela própria administração da companhia. Além do prejuízo, a estatal também deve encerrar o ano com déficit elevado, mas a ministra ressaltou que isso "não representa descontrole."
Parte da deterioração dos resultados está ligada ao empréstimo de R$ 12 bilhões que entrou no caixa da empresa apenas no fim de 2025 e começou a ser utilizado neste ano. 
Segundo Dweck, os recursos vêm sendo direcionados à renegociação com credores e fornecedores, com o objetivo de reduzir custos e reorganizar a operação.

Novas parcerias devem abrir espaço para receitas

Apesar dos resultados negativos em algumas frentes, como o programa de demissão voluntária, a ministra defendeu que os Correios têm avançado em medidas estruturais. 
Segundo ela, a estatal vem fechando novas parcerias, retomando contratos e melhorando prazos de entrega. Uma parceria com a Receita Federal na área de logística de galpões para mercadorias apreendidas deve ser anunciada em breve.
Ao comentar o rombo primário das estatais federais entre janeiro e abril, Dweck disse que as maiores pressões vêm de Correios e Emgepron. 
📊 No caso dos Correios, o déficit decorre diretamente da diferença entre receitas e despesas. Já a Emgepron registrou déficit elevado por conta do volume de investimentos, apesar de ter apresentado lucro no período.