Braskem (BRKM5): Credores pedem recuperação judicial de subsidiária nos EUA
A medida decorre do não pagamento e de divergências envolvendo notas emitidas no mercado internacional.
A Braskem (BRKM5) está prestes a mudar de comando. Roberto Prisco Paraiso Ramos vai assumir a presidência da petroquímica a partir de 1º de dezembro, no lugar de Roberto Bischoff.
🧑💼 O novo presidente foi indicado no início deste mês pela Novonor, a acionista controladora da petroquímica, e foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa nessa quinta-feira (25).
Com isso, Roberto Prisco Paraiso Ramos tomará posse já na próxima semana e deve ficar no cargo até a Assembleia Geral Ordinária de 2027.
O atual presidente da Braskem, Roberto Bischoff ressaltou, no início do mês, que "essa saída é parte de um processo estruturado de sucessão". "Foi alinhado e alinhado com o controlador da Braskem", disse.
Roberto Prisco Paraiso Ramos é formado em Engenharia Mecânica pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com especialização em Gestão de Negócios pela Harvard Business School e mestrado em Finanças pela Universidade de Leicester.
Ele já atuou na Braskem entre 2002 e 2010. Nesse período, foi vice-presidente e liderou projetos estratégicos como a implantação do Projeto Etileno XXI no México.
Também comandou a empresa de óleo e gás Ocyan por cinco anos e, nesse intervalo, concluiu o processo de desinvestimento da Novonor no negócio.
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A Novonor também pretende vender a sua participação de 38,3% na Braskem.
💲 Em recuperação judicial, a antiga Odebrecht vê o negócio como uma chance de quitar dívidas com credores e chegou a receber uma proposta de R$ 10,5 bilhões da Adnoc (Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi) em novembro de 2023. A empresa de Abu Dhabi, no entanto, desistiu do negócio em maio deste ano.
Com 36,1% da Braskem, a Petrobras (PETR4) é vista como uma potencial candidata à operação. Contudo, o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da estatal, Fernando Melgarejo, disse na última sexta-feira (22) que "não há nenhum interesse" em passar de 50% do capital e, consequentemente, estatizar a Braskem.
"O ideal para nós seria que tivéssemos um parceiro operacional relevante, que conhecesse melhor o mercado e conduzisse a companhia da melhor forma possível", afirmou Melgarejo, em conferência com analistas.
A medida decorre do não pagamento e de divergências envolvendo notas emitidas no mercado internacional.
Fundo ligado à IG4 adquiriu ações ordinárias e preferenciais na OPA; liquidação da operação está prevista para 21 de outubro.
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
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