Petrobras (PETR4) não pretende elevar participação na Braskem (BRKM5), diz CEO

Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.

Publicado em 24/09/2026 às 17:35h - Atualizado em 24/09/2026 às 17:44h Publicado em 24/09/2026 às 17:35h Atualizado em 24/09/2026 às 17:44h por Marina Barbosa
Magda Chambriard é CEO da Petrobras e presidente do Conselho de Administração da Braskem (Imagem: Divulgação/Petrobras)
Magda Chambriard é CEO da Petrobras e presidente do Conselho de Administração da Braskem (Imagem: Divulgação/Petrobras)
A Petrobras (PETR4) não pretende elevar a sua participação na Braskem (BRKM5). Ao menos foi o que disse a CEO da estatal, Magda Chambriard, que também é presidente do Conselho de Administração da petroquímica.
📊 A Petrobras detém 47,03% do capital votante da Braskem. Logo, o aumento da participação da estatal poderia levar à estatização da petroquímica.
Magda Chambriard foi questionada por jornalistas sobre essa possibilidade nesta quinta-feira (24), já que a Braskem enfrenta dificuldades financeiras. Porém, descartou um aporte exclusivo da Petrobras. 
Segundo ela, a estatal só vai injetar recursos na petroquímica caso os outros acionistas também participem da operação, de forma a preservar a sua participação atual.
"Aumentar nossa participação não está no nosso horizonte. Portanto, não há por que falar em a Petrobras aportar recursos sem falar em parceiros no geral, acionistas em geral, aportando recursos", afirmou.

Credores exigem aporte

⚠️ De acordo com a "Bloomberg", credores da Braskem querem que os controladores da petroquímica -a IG4 Capital e a Petrobras- assumam o compromisso de injetar US$ 3 bilhões na companhia.
O pedido foi apresentado em meio à tentativa de renegociação da dívida da Braskem, que pediu recuperação extrajudicial em agosto e tem até 24 de novembro para fechar um acordo com os credores, caso queira evitar uma recuperação judicial.
Diante desse impasse, credores da Braskem também pediram que a Justiça proíba a empresa de aportar recursos na sua subsidiária mexicana, a Idesa, que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos. 
O pedido foi atendido pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quinta-feira (24).

Sob nova direção

🏭 Enquanto tenta renegociar uma dívida de US$ 10,9 bilhões, a Braskem também vai fazendo ajustes na sua governança.
A petroquímica ganhou um novo controlador em junho, depois que o Shine I FIP (fundo ligado à IG4 Capital) comprou a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na empresa. 
De acordo com Magda Chambriard, a Petrobras assumiu o comando das operações da Braskem depois disso, para que a IG4 Capital focasse na gestão corporativa e financeira da petroquímica.
Nesta quinta-feira (24), ela disse a jornalistas que essa estratégia "já está dando resultados".

OPA a caminho

💲 Com a mudança de controle, o Shine I FIP também assumiu o compromisso de lançar uma oferta pelas ações da Braskem que seguem em negociação no mercado.
A OPA (Oferta Pública de Aquisições) foi formalmente lançada nesta quinta-feira (24) e mira a integralidade das ações ordinárias e preferenciais da petroquímica que estão em circulação.
O leilão será realizado em 16 de outubro. Porém, os acionistas que aceitarem a oferta não vão receber o pagamento pelas suas ações em dinheiro, mas por meio de uma combinação de debêntures ligadas à antiga Odebrecht.

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