Petrobras (PETR4) não pretende elevar participação na Braskem (BRKM5), diz CEO
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
Conforme declaração do vice-presidente de finanças da Braskem (BRKM5), Pedro Freitas, o Ebitda recorrente da empresa e sua margem demonstram sinais de recuperação em comparação ao ano anterior. Além disso, a expectativa é de que a companhia volte a gerar caixa positivamente em 2025, de forma recorrente.
💸 No período de janeiro a setembro, a Braskem registrou um consumo de caixa recorrente de R$ 758 milhões, valor próximo ao registrado no mesmo período do ano anterior (R$ 719 milhões).
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Esse resultado foi atribuído, principalmente, ao ciclo de baixa da indústria petroquímica global e aos desembolsos relacionados ao afundamento do solo em Maceió, segundo o "Valor Econômico".
🗣️ “O esforço é para voltar a ter geração de caixa positiva mesmo com níveis de Ebitda mais baixos. Muito do esforço interno de limitação de investimentos e redução de custos tem relação com esse cenário”, afirmou o executivo.
Segundo Rosana Avolio, diretora executiva de relações com investidores, a demanda mundial por produtos petroquímicos mostra um cenário positivo, com expansão contínua. Por outro lado, a oferta global também tem crescido, com destaque para a produção chinesa.
A petroquímica apresentou uma melhora em seus resultados do terceiro trimestre de 2024. O prejuízo líquido foi reduzido em 75%, totalizando R$ 593 milhões. Esse desempenho positivo foi impulsionado por um fortalecimento em suas operações, evidenciado pelos números do balanço.
🤑 Adicionalmente, a BRKM5 viu seu Ebitda recorrente saltar para R$ 2,394 bilhões no 3T24, um aumento significativo em relação aos R$ 921 milhões do mesmo período de 2023. O resultado positivo foi influenciado por um cenário cambial mais favorável e pela expansão das margens de lucro.
Já a receita líquida da Braskem atingiu R$ 21,27 bilhões no 3T24, um crescimento de 28% na comparação anual. O custo dos produtos vendidos também aumentou, mas em menor proporção (18%). Apesar do crescimento da receita, o consumo de caixa da empresa subiu para R$ 1,1 bilhão.
Os números apresentados refletem a recuperação gradual da Braskem+ após a paralisação prolongada de suas operações em Triunfo, ocasionada pelas severas inundações que atingiram o Rio Grande do Sul entre maio e junho. A retomada das atividades nesse polo petroquímico foi um fator determinante para os resultados da empresa.
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
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