Braskem (BRKM5) sofre revés na Justiça e afunda na B3; veja o que está em jogo
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Após quase dois anos de negociações infrutíferas para vender sua participação na Braskem (BRKM5), a Novonor (ex-Odebrecht) e seus credores estão elaborando uma nova estratégia, conforme revelado por Lauro Jardim em publicação no jornal "O Globo".
✍️ A nova tentativa de venda da fatia da Novonor na Braskem conta com o apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a intermediação do BTG Pactual (BPAC11). Conforme informações do colunista, os bancos credores avaliam a criação de um fundo no qual os créditos seriam convertidos em ações da petroquímica.
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Dessa forma, os bancos, em conjunto com a Petrobras (PETR4), passariam a exercer o controle conjunto da Braskem, enquanto a Novonor, anteriormente conhecida como Odebrecht, detém uma participação inferior a 5% do capital total.
📷 A reportagem destacou, ainda, o interesse do Bradesco e do Banco do Brasil na transação. Por outro lado, o Itaú mantém uma postura mais reservada, especialmente após os incidentes ocorridos em Maceió, onde o colapso de minas de sal-gema provocou o afundamento do solo em diversos bairros.
A Braskem enfrenta uma situação financeira complexa após a recente condenação judicial que impõe à Novonor, antiga Odebrecht, o pagamento de uma indenização de R$ 8 bilhões. De acordo com a Braskem, a execução dessa sentença pode afetar os acordos de leniência que a empresa estabeleceu no Brasil, Estados Unidos e Suíça.
⚖️ A empresa alertou que o cumprimento da decisão judicial, que condena a companhia a indenizar acionistas minoritários, pode gerar graves consequências, inclusive na esfera criminal, agrava ainda mais a atual crise financeira. A condenação, determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em maio deste ano, atende a uma ação judicial iniciada em 2018.
Os autores da ação alegam que a Novonor abusou de seu poder de controle sobre a petroquímica, causando danos à empresa. A Justiça, concordando com o argumento, determinou o pagamento de uma indenização à petroquímica e aplicou multas aos autores da ação, incluindo um prêmio de 5% sobre o valor da indenização, além de 10% referentes a custas processuais e honorários advocatícios.
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Proposta prevê pagamento em debêntures e impulsiona ações da companhia na B3.
O anúncio fez as ações saltarem 4,49%, às 11h, desta terça-feira (9).
Ideia é que o Conselho de Administração possa decidir sobre o assunto, no lugar da assembleia de acionistas.
As informações também já haviam sido mencionadas no relatório financeiro trimestral.
Petroquímica busca acordo com credores enquanto enfrenta vencimentos milionários nos próximos meses.
A empresa informou que, desde 2025, contratou assessores financeiros e jurídicos.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 18,7 bilhões entre janeiro e março.
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