Bolsa salta e supera R$ 5 tri em valor de mercado; veja empresas que mais ganharam

Itaú, Petrobras e Vale ganharam mais de R$ 10 bi cada, no pregão de quarta-feira (2).

Publicado em 03/09/2026 às 11:58h Publicado em 03/09/2026 às 11:58h por Marina Barbosa
A Bolsa não fechava acima dos R$ 5 tri há quase 3 anos (Imagem: Shutterstock)
A Bolsa não fechava acima dos R$ 5 tri há quase 3 anos (Imagem: Shutterstock)
A Bolsa brasileira voltou a superar a marca dos R$ 5 trilhões em valor de mercado, em meio ao rali deflagrado pelas eleições presidenciais e pela aposta de queda da Selic.
💰 De acordo com a Elos Ayta Consultoria, o valor consolidado das 302 companhias listadas na B3 saltou de R$ 4,994 trilhões para R$ 5,131 trilhões no pregão de quarta-feira (2).
"Para dimensionar o movimento, o ganho diário foi superior a todo o valor de mercado do Banco do Brasil (BBAS3), avaliado em R$ 127 bilhões na mesma data", comentou o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero.
A Bolsa não fechava acima desse patamar há quase três anos, desde dezembro de 2023, embora tenha flertado com os R$ 5 trilhões em alguns outros momentos. Em julho deste ano, por exemplo, tocou nos R$ 4,96 trilhões.

O que explica a alta?

A marca dos R$ 5 trilhões em valor de mercado foi recuperada no mesmo dia em que o Ibovespa emplacou a 11ª alta consecutiva.
🚀 O principal índice da B3 disparou 3,05% e retomou os 185 mil pontos na quarta-feira (2), fechando no maior patamar em quase quatro meses, e segue em alta nesta quinta-feira (3).
O salto reflete sobretudo a reação do mercado à nova pesquisa de intenção de votos da Genial/Quaest, que mostrou o acirramento da disputa pela presidência da República.
De acordo com o levantamento, a distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu no segundo turno da eleição presidencial, passando a ser de apenas 1 ponto percentual. 
Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio na simulação de segundo turno da pesquisa. 
Na avaliação do mercado, o petista ainda pode perder força diante dos novos escândalos do Banco Master, que agora atingiram em cheio o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Por isso, cresceu no mercado a percepção de que o Brasil pode ganhar um novo presidente nas eleições de outubro, o que abriria espaço para mudanças na política fiscal.
Os últimos dados de atividade econômica também contribuíram para a escalada, ao mostrar uma desaceleração da economia e reforçar as apostas de cortes da Selic.

Os maiores ganhadores da Bolsa

Na Bolsa, as grandes empresas e os setores mais tradicionais foram os que mais se beneficiaram desse cenário.
🏅 O levantamento da Elos Ayta Consultoria explica que grandes empresas como Itaú (ITUB4), Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) foram as que mais se valorizaram no pregão de quarta-feira (2). 
Só o Itaú ganhou R$ 16,9 bilhões em valor de mercado e superou os R$ 476 bilhões. Já a Petrobras teve uma valorização de R$ 15,9 bilhões e bateu R$ 660,9 bilhões em capitalização.
Os bancos e a exploração de petróleo também lideraram os ganhos setoriais, junto com energia e mineração.
Saúde, água e saneamento, seguros e serviços financeiros também figuram entre os setores que mais se valorizaram no pregão. De acordo com Einar Rivero, é um sinal de que o movimento também alcançou atividades ligadas à economia doméstica.

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