B3 (B3SA3) lucra R$ 1,4 bi no 2T26 e pagará R$ 1,3 bi em JCP; confira

A gestão da companhia passou por uma mudança no trimestre com a nomeação de Christian Egan para o cargo de CEO em junho.

Publicado em 11/08/2026 às 20:12h Publicado em 11/08/2026 às 20:12h por Matheus Silva
A B3 também vendeu sua fatia de 37,5% na Dimensa por R$ 665 milhões (Imagem: Shutterstock)
A B3 também vendeu sua fatia de 37,5% na Dimensa por R$ 665 milhões (Imagem: Shutterstock)
🚨 A B3 (B3SA3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão, expansão de 8% frente ao mesmo período de 2025 e próximo às estimativas da LSEG, que apontavam para R$ 1,46 bilhão. 
A receita total chegou a R$ 3,1 bilhões, crescimento de 12,2% em um trimestre marcado pela retomada das ofertas públicas e pelo aumento expressivo dos volumes no mercado de ações. O Ebitda recorrente somou R$ 1,9 bilhão, com margem de 70%.
O trimestre também marcou uma mudança no comando da companhia, com Christian Egan anunciado como novo CEO em junho.

Renda variável dispara com volume de ações e BDRs subindo

O mercado de renda variável foi o principal motor do período. O volume financeiro médio diário no mercado à vista chegou a R$ 31,3 bilhões, alta de 20,1% sobre o 2T25. 
O volume médio de ações cresceu 21,2%, para R$ 26,9 bilhões, enquanto os BDRs avançaram 41,8%, para R$ 1,3 bilhão por dia. Os fundos listados saltaram 73,6%, para R$ 611 milhões, e as opções sobre ações e índices cresceram 54%, para R$ 1,2 bilhão diário.
Nos derivativos, o cenário foi distinto. O volume médio diário caiu 8,3%, para 11,1 milhões de contratos, pressionado principalmente pela queda de 84,5% nos futuros de criptoativos, associada a mudanças nas margens exigidas e ao menor nível de atividade no segmento. 
Em sentido contrário, os contratos de juros em reais cresceram 6,7% e os de índices de ações avançaram 20,4%.
As ofertas públicas movimentaram R$ 11,6 bilhões no período, com R$ 3 bilhões em IPO e R$ 8,6 bilhões em follow-ons. 
Foi o primeiro IPO registrado pela B3 em cinco anos, com a Compass (PASS3) abrindo o capital na bolsa. O movimento impulsionou a receita de Listagem e Soluções para Emissores, que chegou a R$ 43 milhões, alta de 25,8% em relação ao 2T25.

Renda fixa cresce com Tesouro Direto

A renda fixa manteve trajetória de expansão. As emissões de instrumentos de captação bancária cresceram 5,2% e o estoque médio avançou 18,4%. 
O estoque médio de debêntures cresceu 14,4%. No Tesouro Direto, a base de investidores chegou a 3,46 milhões, alta de 14,7%, com estoque médio subindo 43,7% para R$ 236 bilhões. A receita de Renda Fixa e Crédito somou R$ 385,5 milhões, crescimento de 17,2%.
As despesas totalizaram R$ 975,6 milhões, alta de 15,5% em um ano, influenciadas por gastos não recorrentes relacionados às mudanças na Diretoria Executiva e pelos custos da alteração no modelo de cobrança do Sistema Nacional de Gravames (SNG). Excluindo esses efeitos, o crescimento foi de 6,2%. 
A despesa com pessoal avançou 22%, para R$ 459,8 milhões, e os gastos com tecnologia subiram 6,8%, para R$ 186,1 milhões.

B3 distribui R$ 1,3 bi e vende fatia na Dimensa por R$ 665 mi

A companhia anunciou R$ 1,106 bilhão em JCP no trimestre, dos quais R$ 750 milhões são extraordinários referentes a saldos não utilizados em exercícios anteriores. 
Somadas as recompras de ações de R$ 196,9 milhões, as distribuições aos acionistas totalizaram R$ 1,303 bilhão. 
💰 A B3 também exerceu a opção de venda de sua participação de 37,5% na Dimensa por R$ 665 milhões, gerando efeito positivo não recorrente de R$ 123,9 milhões no resultado.

B3SA3

B3
Cotação

R$ 14,36

Variação (12M)

16,54 % Logo B3

Margem Líquida

42,49 %

DY

5.14%

P/L

14,62

P/VP

3,97