Flávio quer tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil? Entenda

A controvérsia aconteceu após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes, feito durante o programa Em Pauta, da GloboNews.

Publicado em 25/09/2026 às 14:45h - Atualizado em 25/09/2026 às 15:59h Publicado em 25/09/2026 às 14:45h Atualizado em 25/09/2026 às 15:59h por Elanny Vlaxio
A história, porém, foi negada pelo próprio candidato (Imagem: Reprodução)
A história, porém, foi negada pelo próprio candidato (Imagem: Reprodução)
Uma informação de que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil ganhou força nas redes sociais na noite de quinta-feira (24). A história, porém, foi negada pelo próprio candidato, que afirmou não existir qualquer projeto com esse objetivo.
“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade”, disse Flávio no vídeo.
Na legenda da publicação, o candidato também afirmou: “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”. 

Entenda o que aconteceu

A repercussão começou depois de um comentário feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes no programa “Em Pauta”, da GloboNews. A jornalista mencionou um suposto movimento de um grupo de evangélicos que estaria se articulando para retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do país. 
O trecho começou a circular nas redes sociais, atribuindo o suposto movimento a Flávio Bolsonaro e fazendo referências a um projeto de lei apresentado, em 2007, pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que integrou o governo de Jair Bolsonaro como assessor especial da Presidência da República. 
A proposta, de número 2.623/2007, pretendia alterar a legislação relacionada ao feriado de 12 de outubro, substituindo a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
Com isso, a GloboNews divulgou uma correção durante o jornal da meia-noite.
“Uma correção: nesta quinta-feira (24), no GloboNews Em Pauta, a jornalista Maria Cristina Fernandes falou de um movimento na Igreja Católica em suposta reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Essa proposta foi apresentada em dezembro de 2007, mas arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Nós pedimos desculpas pelo erro.”