Weg (WEGE3) amplia nova fábrica de baterias, de olho no leilão do governo

Em construção em Itajaí, a fábrica receberá R$ 330 milhões em investimentos ao todo.

Publicado em 25/09/2026 às 13:47h Publicado em 25/09/2026 às 13:47h por Marina Barbosa
A demanda por baterias do tipo BESS está crescendo diante do avanço das energias renováveis e dos data centers (Imagem: Divulgação)
A demanda por baterias do tipo BESS está crescendo diante do avanço das energias renováveis e dos data centers (Imagem: Divulgação)
A Weg (WEGE3) nem terminou de construir e já decidiu ampliar a sua nova fábrica de baterias do tipo BESS (sistemas de armazenamento de energia em baterias).
A companhia anunciou nesta sexta-feira (25) a ampliação do projeto que prevê a construção de uma nova fábrica em Itajaí (SC).
Com isso, o empreendimento vai receber cerca de R$ 330 milhões em investimentos e terá uma capacidade anual de 4 GWh ao todo.
A fábrica foi anunciada em fevereiro, já como a maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em bateria do Brasil. 
Porém, à época, a expectativa da Weg era investir R$ 280 milhões e ampliar a sua capacidade produtiva em até 2 GWh ao ano com o projeto.

A crescente demanda por BESS

De acordo com a Weg, o plano foi revisto para atender a demanda crescente por soluções associadas à transição energética.
Também chamados de BESS, os sistemas de armazenamento de energia em bateria permitem armazenar energia em períodos de baixa demanda e liberá-la quando necessário. 
Por isso, são essenciais para a estabilidade das redes elétricas, especialmente com o avanço das fontes renováveis, como a solar e a eólica, e em estruturas que demandam alta capacidade energética, como os data centers.

O 1º leilão de BESS do Brasil

Pensando nisso, o governo federal vai realizar o primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias do país em dezembro deste ano.
O leilão prevê a contratação de até 6 GW de capacidade e reserva parte disso para baterias com conteúdo nacional, o que deve favorecer fabricantes brasileiros como a Weg. 
Atenta a essa oportunidade, a Weg citou o leilão ao anunciar a expansão da nova fábrica de baterias:
"Reforçando a estratégia da companhia de apoiar o crescimento do mercado de armazenamento de energia no Brasil, na iminência do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade Armazenamento Nacional, a ser realizado em dezembro de 2026, o projeto atualizado incorpora maior nível de automação e ganhos de eficiência industrial que permitirão ampliar a capacidade produtiva".
A companhia ressaltou ainda que o início das operações da nova fábrica continua previsto para o segundo semestre de 2027, apesar da ampliação.
Dessa forma, o projeto pode ajudar a empresa a cumprir eventuais contratos arrematados no leilão do governo, pois o certame prevê a entrega das baterias a partir de 2028. Logo, foi bem recebido pelo mercado.
"O anúncio chega no momento certo e deve fortalecer a capacidade de BESS da WEG no mercado doméstico, próximo do primeiro leilão de baterias, em dezembro de 2026", avaliou a Ativa Investimentos.
Para a Ativa, as iniciativas de BESS e o crescimento de data centers são os principais gatilhos para destravar valor da Weg e este anúncio reforça a recente elevação da recomendação da casa para as ações da Weg, de neutra para compra.

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