Anac barra companhia aérea de voar no Brasil após identificar falhas de alto risco

Total Linhas Aéreas teve as operações suspensas pela agência e precisará demonstrar a correção dos problemas apontados.

Publicado em 07/09/2026 às 15:16h Publicado em 07/09/2026 às 15:16h por Wesley Santana
Total presta serviço de carga para Correios em todo o Brasil (Imagem: Divulgação)
Total presta serviço de carga para Correios em todo o Brasil (Imagem: Divulgação)

Na última quinta-feira (3), a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vetou a Total Linhas Aéreas de voar no Brasil. A empresa é conhecida no setor de logística, sendo responsável por parte da operação aérea dos Correios.

De acordo com o despacho, foram constatados riscos de segurança na operação. Portanto, para voltar a operar, a empresa deve corrigir falhas consideradas de alto risco.

”[A empresa deve demonstrar] a superação das condições de risco e não conformidades em aberto perante as Superintendências de Padrões Operacionais e de Infraestrutura Aeroportuária, incluídas as falhas de nível crítico e alto elencadas no presente processo e as demais listadas nos processos de fiscalização que o complementam, nas matérias de aeronavegabilidade continuada, sistemas e procedimentos de segurança operacional, bem como segurança da aviação civil contra atos de interferência ilícita”, diz o texto.

Com quase quatro décadas de fundação, a Total tem sede em Belo Horizonte.

Em novembro de 2024, uma aeronave da companhia precisou fazer um voo de emergência em Guarulhos, depois que foi identificado um incêndio no compartimento de carga. Naquela ocasião, o Boeing 737 ficou completamente queimado, mas os dois tripulantes sobreviveram.

Flybondi também não voa

Esse é só mais um dos episódios da crise que vem passando o setor aéreo. Recentemente, a Anac também proibiu a argentina Flybondi de prestar servicos entre Buenos Aires e capitais brasileiras. 

A empresa vinha acumulando uma série de reclamações de consumidores nos últimos meses. A maior parte deles relatavam cancelamento de voos e não devolução dos valores pagos. 

"O acompanhamento realizado pela Anac identificou uma sequência de cancelamentos de voos, redução significativa das operações da empresa no Brasil, divergências entre a programação cadastrada e os voos efetivamente realizados, além do aumento de reclamações de passageiros”, diz o documento emitido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no fim do mês passado. "A fiscalização ainda verificou problemas relacionados ao atendimento aos consumidores, incluindo dificuldades nos canais de comunicação, reclamações sobre reembolsos, alterações de voos e assistência aos passageiros afetados”, disse a autarquia.