Americanas (AMER3) nega atrasos de pagamento aos credores
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
O TJ-RJ ( Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) negou um recurso apresentado por um credor contra o PRJ (Plano de Recuperação Judicial) da Americanas (AMER3). A decisão, tomada em julgamento colegiado na última terça-feira (16 de julho), protege a Americanas de novas ações judiciais e garante a continuidade do processo de recuperação.
💸 O fornecedor Nehemias Administradora de Bens entrou com recurso por não concordar com a cláusula do plano homologado que impede os credores de litigarem contra a varejista, segundo o jornal "O Globo". A notícia chega um dia após a empresa divulgar que o acionista Inácio de Barros Neto aumentou sua participação para 12,52% do total de ações ordinárias da empresa.
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Melo Neto agora possui 113 milhões de ações ordinárias (ON) da Americanas. Apesar do aumento substancial em sua participação, o investidor declarou que não pretende modificar a estrutura acionária ou o controle da empresa. Seu principal objetivo é obter lucro com uma futura venda dessas ações.
🤑 No início de julho, a Americanas também anunciou uma alteração significativa na composição de seu capital social. Os principais acionistas, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, junto com seus afiliados, agora detêm 49,2% do capital da empresa após um aumento de capital.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
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