Estreito de Ormuz lacrado: EUA e Irã protagonizam batalha de drones e mísseis

Enquanto o governo iraniano declara o fechamento da passagem, a Casa Branca assegura a navegação.

Publicado em 12/07/2026 às 10:22h Publicado em 12/07/2026 às 10:22h por Lucas Simões
Irã foca ataques aéreos em bases americanas em países do Golfo Pérsico (Imagem: Shutterstock)
Irã foca ataques aéreos em bases americanas em países do Golfo Pérsico (Imagem: Shutterstock)
As forças militares dos Estados Unidos e do Irã empreenderam uma série de bombardeios aéreos neste domingo (12), com uso de drones e mísseis.
Enquanto o regime dos aiatolás mirava as bases militares americanas em países do Golfo Pérsico, a Casa Branca retaliava o novo fechamento do Estreito de Ormuz.
O breve cessar-fogo firmado entre o governo Trump e autoridades iranianas fica cada vez mais distante no retrovisor da guerra, cujo início dos conflitos armados remonta o dia 28 de fevereiro de 2026, quando os EUA e Israel atacaram conjuntamente o território iraniano, resultando na morte do antigo líder supremo logo no primeiro dia de bombardeios aéreos à capital Teerã.
Embora o Comando Central dos EUA argumente que o Estreito de Ormuz ainda registra a passagem de navios cargueiros, a Guarda Revolucionária do Irã alerta ter fechado a rota marítima crítica para o transporte de commodities, sendo sozinha responsável por 20% das exportações mundiais de petróleo.
Desde que a tensão geopolítica no Oriente Médio voltou a esquentar, a cotação do petróleo tipo Brent, referência internacional usada pela Petrobras (PETR4), rapidamente saltou da região dos US$ 70 por barril e já flerta com a resistência nos US$ 80 por barril.
As autoridades iranianas expressaram que manterão o Estreito de Ormuz totalmente fechado até que a presença dos EUA na região seja extinta.
Segundo o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, “a era dos acordos unilaterais acabou” e voltou a acusar o governo Trump de descumprir os entendimentos firmados entre as partes. 
Por conta do arsenal militar do Irã, diversos países do Golfo Pérsico disparam alerta de risco à sua população, como Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Apesar de ser mais neutro nos conflitos, Omã reportou invasão de seu espaço aéreo por drones iranianos.