Ambipar (AMBP3) suspende Assembleia Geral de Credores por decisão do STJ

A interrupção do encontro de credores ocorreu em 1º de setembro de 2026.

Publicado em 02/09/2026 às 15:55h Publicado em 02/09/2026 às 15:55h por Elanny Vlaxio
O grupo empresarial ingressou em recuperação judicial em outubro de 2025 (Imagem: Shutterstock)
O grupo empresarial ingressou em recuperação judicial em outubro de 2025 (Imagem: Shutterstock)
Uma determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) travou os desdobramentos do plano de recuperação judicial da Ambipar (AMBP3) ao paralisar a Assembleia Geral de Credores (AGC) que ocorreria em segunda convocação. 
O impasse atinge diretamente as negociações da companhia de soluções ambientais e de sua subsidiária, a Environmental ESG Participações S.A., em relação às diretrizes acordadas para a reestruturação de suas obrigações financeiras.
Com o impedimento trazido pela ordem liminar concedida pela Corte Superior, a reunião agendada para 1º de setembro de 2026 foi interrompida antes mesmo de sua instalação oficial.
Além de travar o encontro decisivo, o veredito determinou o congelamento da contagem do prazo do stay period, mecanismo que garante a proteção do grupo contra execuções de dívidas, até que o mérito da questão seja novamente apreciado pelo tribunal.
O grupo empresarial ingressou em recuperação judicial em outubro de 2025, carregando um passivo estimado em R$ 10,5 bilhões, período no qual também acabou retirado das carteiras teóricas da Bolsa e perdeu o selo B3 Ações Verdes.
O endividamento da empresa abrange um diversificado leque de credores, englobando instituições bancárias, investidores detentores de debêntures e detentores de títulos emitidos no mercado internacional.
Conforme avaliação divulgada pela própria companhia, "a suspensão prolonga a indefinição sobre a concretização das condições previstas no plano, podendo impactar o relacionamento com os credores e a percepção do mercado sobre a empresa". 
Para completar a pressão sobre a empresa, a B3 colocou as ações da Ambipar em um regime de negociação restrita no início desta semana. Agora, quem quiser comprar ou vender os papéis ordinários da companhia só consegue fazer isso por meio de leilões no final de cada pregão.
A bolsa tomou essa decisão porque a empresa atrasou a entrega de documentos e balanços obrigatórios, uma exigência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que só deixará de ser um problema se o grupo colocar toda a sua contabilidade em dia.
 
 

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