Raízen (RAIZ4) acerta a venda de mais uma usina, por R$ 760 milhões
O negócio envolve a Usina Caarapó, que fica no Mato Grosso do Sul e moeu 3,5 milhões de toneladas na safra 24/25.
🚨 As ações da Cosan (CSAN3) e da Raízen (RAIZ4) registraram forte alta nesta quarta-feira (3), impulsionadas por rumores de que grupos nacionais e estrangeiros avaliam a compra de uma fatia relevante na Raízen.
Por volta das 16h35, as ações da Cosan avançava 7,36%, cotada a R$ 6,71, enquanto a Raízen subia 6,61%, negociada a R$ 1,29.
A movimentação ocorre em meio a reportagens publicadas por veículos internacionais e nacionais, que citaram tanto companhias japonesas quanto grupos brasileiros como possíveis interessados.
Na véspera, a Bloomberg revelou que a Mitsubishi está entre as empresas que estudam adquirir parte da participação da Cosan na Raízen.
Outro nome mencionado foi a Mitsui, conglomerado japonês que já mantém parcerias estratégicas com a Cosan em outros negócios de energia e logística.
Segundo fontes ouvidas pela agência, o objetivo do investidor estrangeiro seria aumentar a exposição global ao etanol, segmento em que a Raízen é uma das líderes mundiais.
O tamanho da fatia a ser vendida ainda não foi definido e dependerá das condições financeiras propostas.
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Já nesta quarta-feira, o portal Pipeline, do Valor Econômico, informou que BTG Pactual (BPAC11)e Itaúsa (ITSA4) também avaliam uma entrada na Raízen.
A operação ocorreria por meio de uma capitalização, o que implicaria em diluição principalmente da Cosan, que divide o controle da companhia com a Shell, ambas atualmente com 44% de participação.
Para analistas, a chegada de novos acionistas estratégicos pode representar um alívio no balanço e uma fonte de recursos para acelerar a desalavancagem da Raízen.
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A Raízen vem passando por um processo de reestruturação financeira, que inclui tanto a entrada de novos sócios quanto a venda de ativos.
O Bradesco BBI destaca que a companhia ainda precisa levantar cerca de R$ 20 bilhões, sendo R$ 10 bilhões com a venda de usinas de açúcar (das quais R$ 2,5 bilhões já foram concluídos) e outros R$ 10 bilhões em desinvestimentos na Argentina.
Segundo o banco, atrair parceiros para injetar capital será decisivo para a recuperação da empresa e para o reequilíbrio de sua estrutura de capital, especialmente diante da necessidade de reduzir dívidas elevadas.
📊 As notícias reforçam o interesse de grandes players — tanto estrangeiros quanto nacionais — no setor de energia renovável e biocombustíveis, em um momento em que o etanol ganha relevância na transição energética global.
O negócio envolve a Usina Caarapó, que fica no Mato Grosso do Sul e moeu 3,5 milhões de toneladas na safra 24/25.
A empresa tem até 31 de março de 2027 para detalhar à bolsa como pretende reenquadrar suas ações acima do preço mínimo exigido.
O Norges Bank passou a administrar 60.681.900 ações preferenciais da Raízen.
A companhia teve prejuízo de R$ 7,3 bilhões no 4T da safra 2025/26, agravando a perda de R$ 2,5 bilhões registrada no mesmo período anterior.
O apoio à reestruturação subiu para 80,15%, elevando as chances de homologação judicial.
A adesão foi alcançada antes do prazo de 90 dias previsto na legislação.
A transação inclui a refinaria Dock Sud, localizada em Buenos Aires.
Investidores de CRAs e debêntures se reúnem nesta 4ª feira para avaliar plano de recuperação.
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